quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2008 -> 2009! -> 2010


Mais uma passagem de ano. Outras se seguirão. Quem dera que o próximo ano fosse, para mim, tão bom como o de 2008. Depois de um 2007 dificil, 2008 foi um ano de bastates alegrias e menos tristezas.

Sê bem-vindo, 2009. Acomoda-te. Chegas já à meia-noite...

Feliz ano para todos os leitores do Reflexões Exteriores!! Deixo-vos a última foto que tirei ao céu este ano, há meia hora atrás.

Tiago.

PS: Para quem ainda não viu a atribuição dos prémios Reflexões Exteriores, confira esse post abaixo! :)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Prémio Reflexões Exteriores 2008!

À semelhança do que fiz o ano passado, hoje vou nomear os blogs que se distinguiram em determinadas categorias durante o ano que passou, 2008, e que está quase quase a terminar. Nomeio o 1º, o 2º e o 3º lugar de cada categoria (por vezes também direi algumas menções honrosas). O 1º lugar de cada categoria (o 2º e o 3º também) pode, se assim o desejar, colocar a imagem correspondente do prémio na barra lateral do seu blog. Passo então a distinguir! :D

Prémio Reflexões Exteriores 2008

Categoria: Blog Escrivão/Poeta
1º Lugar: Insanidade Maquiavélica (da Kath)
2º Lugar: As Ameias do Crepúsculo (da Leto)
3º Lugar: Estrada das Palavras (da Patrícia)
Menção Honrosa: Uma História por Dia (do Alexandre), De Amor e de Terra (da Maria Silva)

Categoria: Blog Fotógrafo
1º Lugar: Uma Fotografia por Dia (do Alexandre)
2º Lugar: Sei que Existes (da Sei que Existes)
3º Lugar: Histórias e Sabores (do Tozé Franco)
Menção Honrosa: Escrito a Quente (da Filoxera)

Categoria: Blog Repórter/Útil/Informativo
1º Lugar: Fundamentalidades (do Alexandre)
2º Lugar: Nothing and All (do Fernando)
3º Lugar: Estante de Livros (da Canochinha, do Menphis e da Cristina)

Categoria: Blog Memorialista (que relata coisas pessoais, presente e passado)
1º Lugar: Momentos Meus (da Isa)
2º Lugar: Escrito a Quente (da Filoxera)
3º Lugar: O Virar da Página (da Fátima)

Categoria: Blog Filósofo/Que melhor Reflecte!
1º Lugar: Eu Conto (do José Rui Fernandes)
2º Lugar: Blue Velvet (da Blue Vulvet)
3º Lugar: Fundamentalidades (do Alexandre)

Categoria: Visitante do meu blog mais assíduo e com melhores reflexões (ambas as qualidades juntas)
1º Lugar: Filoxera
2º Lugar: Alexandre
3º Lugar: Isa
Menção Honrosa: Não me sinto bem se não colocar todos os outros que por cá passaram!
(para esta categoria não existe imagem de distinção para exposição na barra lateral do vosso blog)

E, finalmente, a junção de todas as outras categorias vão dar origem aos melhores blogs 2008. Os melhores dos melhores.

Categoria: Melhor Blog 2008
1º Lugar: Escrito a Quente (da Filoxera)
2º Lugar: Fundamentalidades (do Alexandre)
3º Lugar: Momentos Meus (da Isa)
4º Lugar: Uma Fotografia por Dia (do Alexandre)
5º Lugar: Insanidade Maquiavélica (da Kath)

Muitos parabéns a todos os blogs distinguidos! O Escrito a Quente, a par do Fundamentalidades, foi o blog que eu mais visitei este ano, porque sempre gostei de ler todos os posts. Ainda para mais com a regularidade diária com que haviam novidades, entusiasmavam à leitura.

Existe uma última nota que eu gostava de realçar: este ano perdi o acesso a dois blogs que adorava e que foram dinsguidos também bastante o ano passado: O Sold a Meia Noite e o Jasmim do meu Quintal/Outono Desconhecido. Fiquei um pouco triste, e não sei se simplesmente os blogs foram apagados ou não convidaram a minha conta para os aceder. Se alguém tiver o acesso a entrar nestes blogs, informem ás respectivas "donas" que estaria interessado em voltar a visitar. Não me esqueci destes dois. :)

Amanhã volto para desejar um bom ano. Até lá! E parabéns, outra vez, a todos os que foram distinguidos, e a todos os que não foram! Quiçá, para o ano. :D

Tiago






sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

"Preso" - Prólogo

À semelhança do que fiz o ano passado, vou deixar aqui o prólogo da história que escrevi durante este mês de Novembro, e que terminei há quatro dias. Chama-se "Preso", e fala de um homem que é preso injustamente. Confiram vocês mesmos este "capítulo 0"; o que vos dou a ler é 1/50 da história total =D


Entrei pelo beco às escuras; já o sol se tinha posto há duas horas, e o frio característico daquela época do ano se fazia sentir. Levava comigo uma lanterna, pois caso contrário não veria o que estava a dois palmos da cara, e isso era perigoso – especialmente ali. Fui avançando, sempre olhando para os dois lados da estreitíssima rua. Duas pessoas lado a lado teriam dificuldade em andar ali sem ficarem entaladas. Por isso, nada me podia escapar. Ele tinha de estar ali, ao fundo, como prometera. À medida que me ia aproximando, ia, no entanto, pensando em como fora tão estúpido em acreditar nele. A minha lanterna apontava em todos os ângulos possíveis (que não eram muitos), e não o vi. Cheguei ao fundo do beco e toquei com a minha mão enluvada na fria parede – a temperatura passava através do cabedal para ir chegar aos nervos sensitivos da ponta dos dedos. Era de cimento e parecia estar bastante velha e gasta. Erguia-se dois metros acima do chão. Nem de bicos dos pés conseguia espreitar para o outro lado.
Virei-me instintivamente para trás, como que receando uma emboscada. Receando o quê? Estou a enlouquecer, de certeza… quem me quereria mal? Mas de imediato a sensação de exposição e de encurralamento voltava, e só me apetecia fugir dali para fora. O som de passos vindos do início do beco obrigou-me a desligar a lanterna, de forma discreta. Seria ele? Seria outro ele? Mesmo no meio de toda a escuridão e sem um único espelho que o pudesse confirmar, acho que empalideci.
O homem que se aproximava (ou seria uma mulher?) ligou uma lanterna, ofuscando-me a vista. Então, continuou a aproximar-se, mesmo depois de provavelmente me ter visto ali. A minha voz tentava articular uma pergunta que se espalharia por toda a estreita rua. Quem és tu? Mas acho que as minhas cordas vocais nunca se chegaram a tocar. Com um arrepio a percorrer-me as costas e cima a baixo, coloquei as mãos no cimo da parede de cimento que estava atrás de mim, e com um impulso consegui subir para cima. O som de passos no lado do beco aumentou de frequência. Quem quer que fosse, estava agora a correr. Sem pensar duas vezes saltei para o outro lado da parede e tentei ligar a lanterna, enquanto corria. Estaria a encurralar-me ainda mais? Confirmei as minhas suspeitas ainda antes de conseguir apontar o foco de luz para a frente, quando esbarrei contra uma outra parede. Caí, meio zonzo, em cima de um monte de lixo. Ouvia o som de patinhas de ratos que se espalhavam apressadamente, receosos do novo intruso ao seu banquete. Apontei a lanterna para cima, e reparei que estava perante paredes ainda mais altas. Um prédio à frente, à esquerda e à direita. Nenhum deles tinha janelas para o lado onde me encontravam, mas à minha volta encontravam-se portas metálicas e enferrujadas, como se não fossem usadas há anos. Apontei a lanterna para o local de onde tinha vindo, e vi um homem (sim, era um homem), a saltar também ele, com facilidade, a parede do beco que eu mesmo saltara. Recuei, amedrontado, e aí sim, gritei. Mas não exactamente o que desejava gritar. Toldado pelo medo, ouvi-me a mim mesmo:
- Pára!
O homem não parou. Que lhe queria ele? Talvez quisesse dinheiro. Eu não tinha nada ali de valor. Senti-me tão estúpido no momento em que me apercebi do que tinha no bolso – um telemóvel. Mas agora era tarde demais de ligar para quem quer que fosse. Dentro de quatro segundos ele estaria por cima de mim, talvez com uma faca, talvez com uma pistola – ou simplesmente com dois valentes murros que me poriam a sangrar abundantemente. Os ratos tratariam do resto. Instintivamente, ergui os meus dois braços em frente ao meu tronco, em sinal de defesa.
Infelizmente para mim, aquele homem parecia tudo menos um homem. Apesar de não lhe ver a cara, a força que ele usou para afastar os meus braços como quem muda de lugar uma jarra de flores e com que me agarrou no pescoço e o apertou como quem esmaga uma folha de papel pôs-me fora de mim. Conseguia sentir a sua respiração. Encostou-me à parede do prédio atrás de mim. Não conseguia respirar. Não conseguia emitir nenhum som. E, então, aconteceram uma série de coisas ao mesmo tempo. Ouvi um tiro, muito próximo, de tal forma que me fez estalar os ouvidos. Depois a mão do homem que me estava a atacar parou abruptamente de fazer força, e este deixou-se cair no chão a meus pés. Eu deixei-me ficar encostado ao muro, ofegante, tentando retomar a minha respiração normal. Tal era impossível, visto a velocidade com que o meu coração batia. Então alguém acendeu uma lanterna mesmo à minha frente, a menos de um metro. Tal como da outra vez, fiquei ofuscado pela luz. Mas, fosse quem fosse aquela pessoa, acabara muito provavelmente de matar alguém havia poucos segundos. Mesmo tendo-me salvo a vida, não era alguém com quem eu pudesse estar descansado. Talvez a minha vez fosse a seguir. Então, ele falou.
- Se tivesse chegado mais dez segundos atrasado, já não estavas vivo, Luís.
Quando ouvi a voz dele, deixei-me cair, descansado, sobre o monte de desperdícios e de nojices que ali se encontravam, e mesmo ao lado do homem morto, mas nem me importei com isso. Sentia o frio à minha volta, como se fizesse parte de mim. Ri-me nervosamente, um pouco mais descansado. Era ele, o Ricardo, a pessoa de quem eu fora ali à procura. Mesmo na escuridão, consegui ver a silhueta de uma mão esticada para mim, para me ajudar a levantar. Aceitei, a custo, e lá estava eu de pé. Ele desligou a lanterna e resmungou qualquer coisa.
Em seguida, aconteceu qualquer coisa que eu não estava minimamente à espera. Ouvimos sirenes de um carro da polícia a parar mesmo à entrada do beco. Eram vários carros, pelo aparato que conseguia escutar. Holofotes foram ligados, mas não nos chegaram a iluminar, visto que estávamos protegidos pela parede intermédia que eu saltara.
O impensável aconteceu. Ricardo, tomado por qualquer coisa fora do normal, apontou a pistola que trazia na mão à sua própria cabeça. Também ele trazia calçadas umas luvas pretas. Vi isto porque a luz dos holofotes da polícia era tão forte que, não nos incidindo directamente, reflectia-se nos prédios que nos cercavam atrás, à esquerda e à direita e nos iluminavam. Abri a boca, horrorizado com o que ele estava a fazer.
- Lamento, Luís. – disse ele, afastando-se de mim quatro passos enquanto falava – A sério que lamento. Mas não posso. – parecia estar a tentar convencer-se a si próprio. – Não posso. Não consigo. – e finalizou - O dinheiro e o porquê disto tudo está na segunda à esquerda.
E então disparou para si mesmo, sem me dar tempo sequer de me aproximar ou de dizer qualquer coisa. Oh não. Que raio de noite era aquela? Porque fizera Ricardo aquilo? Então um, dois, três polícias, seguidos de mais uns quantos, saltaram a parede de dois metros que dividia o beco em dois, e aproximaram-se de mim com armas na mão. Prenderam-me as mãos atrás das costas e colocaram-me um pano negro a tapar-me a cabeça. Passou tudo tão rápido que não me lembro de ter tido noção de mais coisas. Mas sei que havia estado às portas da morte, tinha visto a pessoa que me salvara a vida morrer, e que agora ia, muito provavelmente, ser acusado de assassínio por aqueles dois corpos que supostamente estavam no chão, mas que agora já não via (nem queria ver), devido ao capuz que me toldava a visão.
Senti lágrimas verterem dos meus olhos. Lágrimas tão quentes, que contrastavam tão bem com aquela noite tão fria.

Tiago.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal!



O Reflexões Exteriores vem, desta forma, desejar a todos os leitores e visitantes (assíduos e esporádicos) os sinceros votos de Feliz Natal! Que o possa passar na companhia da sua família! E que se lembre, mesmo que não seja católico, de quem faz anos nesta data! O Menino Jesus faz esta noite 2008 anos de que nasceu. Mesmo para quem não é religioso, sublinho, deve saber que este homem existiu e que fez bastantes coisas boas no mundo: apregoou "Amar os outros como eu vos amei".

Ir a uma festa de aniversário e não nos lembrarmos do aniversariante é demais, não é? Então, só por um minuto, pensem nele ^^

Feliz e Santo Natal!

Tiago.

PS: A Tocar, uma das músicas de Natal mais conhecidas. Adeste Fideles.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Solstício de Inverno


Hoje é o dia mais curto do ano. Tentem fazer, portanto, um esforço para ver o pôr-do-sol. Basta que a partir das 17 horas e quinze minutos estejam na vossa varanda. A hora do pôr-do-sol vai variar, em Portugal Continental, e conforme a região onde se encontrar, entre as 17:19 minutos e as 17:24 minutos. Por isso faça um esforço. A par do último pôr-do-sol do ano, é um dos mais deliciosos de assistir.

Tem assim um toquezinho a frio misturado com as cores que ele emite e que iluminam a Terra. Além disso, num dia de Solstício não ver o sol... é quase como ir a Roma e não ver o papa!

Tiago

ps: a minha irmã criou um novo blog, e desta vez está mesmo empenhada em levá-lo para a frente. visitem e comentem :) Chama-se "Recortes Meus". www.recortes--meus.blogspot.com (com dois traços entre "recortes" e "meus")

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Natal está a chegar...

O Natal está a chegar
é tempo de magia
A família e os amigos
são a melhor companhia.


Aqui está um extracto de uma música da Leopoldina editada à um ano. E diz muita coisa. De facto, o Natal é uma época para se viver entre a família, para se contarem histórias, para se regressar ao passado vivendo o presente, de se estar à frente da árvore a assistir aos jogos de luzes, de passar horas a olhar para o presépio, de escrever poesia, de estar simplsmente sentado num sofá com um roupão vestido a beber uma caneca de leite com chocolate.

Ou, então, de acordar na manhã de Natal com um frenesim na barriga. Calçar-se as pantufas e ir a correr para sa ala, onde debaixo da árvore de Natal se escondem os presentes. Olhar para as caras maravilhadas das crianças, que alegremente rasgam os papéis de embrulho.

Ou, então, sair para a rua e agarrar numa bola de neve, atirando-a aos amigos e começando uma brincadeira. Fazer um boneco de neve. Ou ouvir música, ou tocar música, ou cantar música, ou dançar ao som da música. Ou uma época de fazer bolos, comê-los, apreciar a gastronomia tipica do mês de Dezembro.

Cada pessoa tem a sua forma de viver o Natal. Mas penso que é comum o sentimento que se vive. Misturada com a nostalgia dos adultos, está presente a alegria das crianças. E, com estas últimas presentes, também os mais crescidos são sempre contagiados. Uma coisa é certa... o Natal está a chegar... podes escolher a forma com que gostarias de o viver. :)

Tiago

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

As Horas

Leonard,
always the years between us,
always the years.
Always the love.
Always the hours.


.

.

.

[as palavras finais do filme "As Horas", que hoje tive o prazer de voltar a ver a música que estão a ouvir faz parte do leque intrumental usado na película.]

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Livros dos meus tempos de criança


Pelo título até parece que já sou um velhinho, quando ainda estou a coisa de cinco meses de fazer apenas 16 anos. Uau, nunca tinha pensado que faltava tão pouco. Os 15 estão a passar rápido de mais. O tempo escapa-se pela ponta dos dedos... enfim, não há de ser nada. A Filoxera desafiou-me a falar um pouco sobre os livros que marcaram a minha infância. Hm... complicado mas interessante.

Sempre gostei bastante de bandas desenhadas, desde Tio Patinhas, passando por Donald, mas, curiosamente, nunca gostei muito do Mickey. Outros livros que gostava eram aqueles do género "365 histórias", que tinham pequenos contos para se ler um por dia.

Uma colecção chamada "dicionário por imagens", ainda na edição antiga, porque se bem sei actualmente eles modoficaram algumas coisas. Tinham diversas temáticas: O Natal, a Natureza, a Montanha, o Espaço, os Animais, a Biblia... eu deliciava-me com aqueles livros.

Depois, numa fase um pouco posterior, comecei a ler Tintim, e a colecção "Uma Aventura". Também títulos como "O Principezinho" (este já reli entretanto umas quatro vezes!) e "As Crónicas de Spiderwick" foram interessantes de ler.

Por fim, e penso que este livro marcou o final dessa infância ao nível da literatura, "Eragon". Li-o com 11 anos e modificou os tipos de livros que comecei a ler para sempre. Tal como fiquei há pouco tempo orgulhoso por ter conseguio escrever 50.00 palavras em um mês, fiquei também orgulhoso há quatro anos quando li 400 páginas num livro pela primeira vez.

Actualmente, muito pouco ou nada do que leio se equipara a leituras leves. Do fantástico ou romance histórico, passando pela psicologia, filosofia e ficção científica, são os géneros que mais gosto actualmente. Além de bandas desenhadas, obviamente!

Desafio também a falar sobre os seus livros de infância as seguintes pessoas aqui do mundo dos blogs: O Francisco/Kiko (que também deve ter isto bem fresco na memória =P), O Sofá Amarelo (que há pouco tempo arranjou um novo... sofá amarelo!), à Isa (que tanto gosta de regressar ao passado nos "momentos seus") e à Patrícia (que já tem outra vez Internet e, espero, vá retomar o seu blog!)

Tiago.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Toquei num Simba


Todos os anos vou pelo menos uma vez ao circo, e essa vez é normalmente por alturas do Natal. A empresa do meu pai ofereceu um bilhete de camarote, desta vez (foi no Coliseu dos Recreios), e fui com a minha família mais próxima. Não é que sou surpreendido a meio do espetáculo quando um homem da organização entra no nosso camarote com um leãozinho bebé nos braços... um autêntico Simba. Tinha o pêlo bastante limpo, os olhos de quem aparentava estar cansado, mas nada assustado. Colocaram-no no meu colo - e durante cinco segundos eu estive com ele nas mãos. Tiraram-me uma fotografia, e deram-ma; mas o que senti quando ele saiu foi uma eterna saudade que me disse: isto só acontece uma vez na vida. Adeus Simba!

Tiago.

PS: Era tal qual o da imagem! Mas ao vivo é ainda mais fofinho! XD

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Aviso


Uma coisa que não podemos fazer mesmo, porque é uma tremenda falta de responsabilidade, é não ligarmos atenção nenhuma a um aviso. Um aviso é sempre um amigo: serve para nos prepararmos, para conseguirmos fugir a tempo. Um aviso é como uma tolerância: temos a oportunidade de conseguir escapar.

Quem te avisa, teu amigo é. Há que saber aproveitar tudo o que nos é dado.

Tiago.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

*


Há momentos que são tão bonitos que dá vontade de chorar. Até há cinco meses atrás falava todos os dias com uma determinada pessoa. Desde há quatro meses que não conseguia entrar em contacto com ela. Hoje, finalmente, ouvi de novo a sua voz. Através de um telemóvel, mas ouvi.

Tiago.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A Vida é Bela


Revi há dois dias o filme "A Vida é Bela" (já o tinha visto duas vezes antes, pois tenho a cassete), dirigido e protagonizado pelo óscar de Melhor Actor pela participação nesta mesma película: Roberto Benigni. É daquelas produções cinematográficas que fazem rir e chorar ao mesmo tempo. Uma espécie de molho agridoce. Entrando para o lado metafórico, assiste-se a uma batalha protagonizada pela alegria, a tentar não se afogar num mar de tristeza e horror.

É passado durante a segunda guerra mundial. Guido, um italiano judeu, é apanhado e levado com a família para um campo de concentração. O que acontece é que ele era uma pessoa extremamente divertida e que não se deixa desanimar. E está convencido que não vai dizer ao filho de cinco anos a verdade. Por isso, disfarça todo aquele horror como sendo um jogo: quando chegarem aos mil pontos, podem sair dali.

Emocionante, e um dos meus filmes favoritos a par d'As Horas.

Tiago

domingo, 30 de novembro de 2008

A minha prenda do post nº100 do blog!



É a todos vocês que dedico esta vitória no Nanowrimo. A todos vocês que me lêem desde o ano passado. Aos que me deram força este ano, e o ano passado; a todos os que não apoiaram. A todos os que por cá passaram. A todos os que leram.

Este blog ajudou-me. Não propriamente o blog, mas as mensagens que cá deixaram de apoio. Escrever 50.000 palavras durante o mês de Novembro, numa história minimamente coerente, dá trabalho. Custa. Não tenho vergonha nenhuma de afirmar que cheguei a desesperar em um ou dois dias, se me lembro no dia 5 e no dia 11. Cheguei mesmo a chorar, desiludido. Como eles dizem, na organização, o nanowrimo é um caminho... um percurso... com muitos obstáculos... mas quando chegamos ao fim... gritamos de alegria. Foi o que eu fiz. Corri pela casa. Gritei a plenos pulmões. Consegui. Consegui. Consegui.

Obrigado a todos! Obrigado, nesta que a 100ª reflexão deste blog. Apesar de ter conseguido ganhar o Nanowrimo, ainda me faltam dois capítulos para terminar de facto a história. Vai ser a minha maior alegria deste ano. Mas agora sem tempo limitado...

OBRIGADO E... WHOOOOHOOOOOOOOOOO!!!!!!!

Tiago.

PS: Eu tinha o meu leitor de MP3 a tocar músicas aleatórias enquanto escrevia. A que está a tocar foi a que estava a tocar quando cheguei 50.000 ^^ Fort Minor - Where you Go.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Os últimos 3 dias

Entre hoje, amanhã, e domingo, vou escrever 9.000 palavras. É um compromisso que assumo com vocês. Segunda-feira, dia 1, venho cá dar-vos novidades. Agora vou tentar acabar a minha história.

Obrigado a todos os que me têm ajudado. Isto é de facto difícil, mas tenho a sensação de que vou conseguir.

Só mais 9.000...........

Tiago.

PS: A música que estão a ouvir é de Tiago Bettencourt, e podem ler a letra num post antigo aqui do blog: http://reflexoesexteriores.blogspot.com/2008/01/o-campo.html

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Pé a fundo!

É verdade. De repente, a história deu uma volta de 180º, e passou de algo chato e monótono (a mim, cada capítulo parecia-me ser mais do mesmo) para um autêntico thriller violento como nunca escrevi. Há coisas que até a mim me custam escrever, de tal forma que já cheguei a ter de apagar coisas que me faziam impressão.

Senti que era necessário esta mudança para que continuasse a um bom ritmo, porque ao menos não é uma coisa monótona. Devemos deixar-nos ir ao sabor do vento. Ao sabor da imaginção, neste caso.

32000 palavras... 46 páginas A4...

Tiago

PS: A tocar: Too Close for Confort, Marta Hugon.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O Princípio do Fim...

Sim, estou durante a semana 3 do NanoWrimo. Segundo os organizadores do evento, é nesta altura que devemos começar a abrir as portas para a recta final. Vou com 26500 palavras, menos 3000 do que o previsto para o dia de hoje. Mesmo assim, estou contente com o resultado, e vou-me esforçar por levar esta história até ao fim!

Muito obrigado aos que têm deixado comentários de apoio! Acreditem que me têm ajudado! Nos momentos mais dificeis, em que não tenho inspiração, venho cá relê-los e ganho de novo forças!

Tiago.

PS: Uma das leitoras deste blog faz anos hoje. Parabéns Kath!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

... 21000 ...

A história está a andar bem, a olhos vistos. Depois de ter ultrapassado a crise do dia 5 (quando eu falo em crises é em momentos em que não escrevo e que não tenho ânimo para continuar) e da do fim de semana passado... desde segunda feira que está a correr melhor. Brevemente darei mais pormenores, mas para já posso dizer que a história se chama PRESO, e que fala de um homem que é posto na cadeia, estando totalmente inocente.

31 páginas em letra 10... 21000 palavras...

The show must go on.

tiago.

PS: Desculpem não estar a colocar aqui mais reflexões! Mas, como já expliquei no dia 31 de Outubro, este m~es de Novembro é quase completamente dividido entre escola e escrita!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

De passagem...

De passagem por aqui...

Apenas para dizer...

Obrigado a todos pelo incentivo...

E que a história está a andar bem...

Em apenas 7 dias...

Onze mil palavras...

Dezasseis páginas...

Vou continuar... =)

Tiago.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Nano Wrimo 2008


Pois é, amanhã, dia 1 de Novembro, começa a nova edição do NanoWrimo, que se realiza todos os anos. para quem não conhece, é uma iniciativa a nível internacional que consiste em várias pessoas tentarem escrever um romance de 50.000 palavras apenas durante o mês de Novembro. O ano passado participei não consegui chegar ao fim, fiquei-me pelas 11.000... este ano, nova tentativa. Mas nada melhor do que citar o post do dia 1 de Novembro do ano passado para voz explicar o propósito deste post:

" Hoje vou lançar apenas uma pergunta, aparentemente simples, mas que quero que vos ponha a pensar. É que estou a participar num evento a nivel mundial que convida todas as pesoas a escreverem uma novela de 50000 palavras só durante o mês de Novembro, e por isso não tenho tido muito tempo para reflectir (para quem não sabe, a iniciativa chama-se NANOWRIMO)! [...] Ah, é verdade! Durante este mês de Novembro as minhas reflexões não vão ser muito extensas, devido ao que já vos disse, mas vou tentar vir aqui ao máximo, e continuar a visitar os vossos blogs (nem que tenha de ser uma vez a cada 3 ou 4 dias!!)"

E pronto. Desculpam-me? :) Mas vou continuar a vir cá!

Já agora... feliz dia das bruxas! LOL

Tiago.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A Democracia Ateniense

Dizem eles que a democracia atensiense era uma coisa... de génio. Como é que a democracia, muito parecida com o que temos hoje em dia, estava já criada há quase 3000 anos? No entanto, e digo eu e mais uns quantos, vejam lá se se pode considerar est democracia justa (o mesmo se aplica à de hoje em dia, mas não com a mesma intensidade).

Relato de Plutarco, filósofo grego:
Em 484 a. C., Aristides, uma importante figura pública de Atenas, foi condenado ao ostracismo*. A esse propósito, seguiu-se o episódio:
Para que façais uma ideia, o procedimento foi o seguinte: cada homem pegou num ostrakon**, escreveu nele o nome do cidadão que desejava afastar e depois introduzio-o num recipiente protegido. Os arcontes começaram a contar o número total de estraka depositados [...] e, depois de os separarem por nomes, nomearam bem alto o nome da pessoa que tinha recebido o maior número de votos, a qual não poderia regressar à cidade nos dez anos seguintes [...]. No meio do procedimento, quando o povo estava a escrevendo, diz-se que um analfabeto entregou o seu ostrakon a Aristides, que tomou por apenas mais um na multidão, e pediu-lhe que escrevesse nele o nome "Aristides". Este deu um passo atrás e perguntou que mal lhe havia feito esse tal Aristides. "Nenhum", respondeu-lhe, nem sequer o conheço pessoalmente, mas estou cansado de ouvir toda a gente chamar-lhe Aristides, o Justo.

[Retirado do Manual do 10º ano de História A "O Tempo da História"]

* Ser obrigado a abandonar a cidade de Atenas.
** Pedaços de porcelana onde se escrevia a opinião de cada cidadão, comparado a um boletim de voto actual.

Foi isto a base da maravilhosa democracia atensiense. Terá sido justa? Terá sido democrática?

Tiago

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Grito de Ipiranga


[Relato Real, passado no curso da Animateatro]

Ontem, estava eu sentado numa cadeira, quando, a uma ordem, comecei a gritar sem emitir um único som. A minha boca abria-se, o meu corpo contorcia-se, mas não se ouvia nada, a não ser talvez o som que o meu corpo emitia enquanto remia de tensão.
Depois, a uma outra ordem, deixei que as cordas vocais tocassem uma na outra, e gritei. Gritei, naquilo que foram dois segundos de pura loucura.

Senti-me tão livre.


Tiago.
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Para quem gosta de poesia (quem não gosta?) um novo cantinho foi criado na blogosfera, por mim. Chama-se "Noites de Tempestade" e tem como único objectivo ser um lugar onde exponha os meus devaneios em forma de poesia. Devo avisar-vos, no entanto, que sou ainda mais mentiroso na poesia do que nas reflexões que faço no blog (a propósito de algumas emoções que não eram sentidas de facto).
www.noitesdetempestade.blogspot.com
Espero que gostem.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Languages (In English)


Hello. Tomorrow, i will have an test of English, at school. So, today this post will be writed on that language. Ok, i'm not very good talking in other languages, so... this is like a trainig, or something like that. Don't worry with the inumerous errors. Yes, i know that I will make too many.

So, today I will talk about that: languages. Why people talk in diferent languages? Why do not exist one language that is the same for everyone, in every countries of the world?

Well... maybe the diference is one think to be resguarded. And our language, portuguese, is too beautiful to disapear. I don't believe that, one day, portuguese will be the oficcial language of the Earth. Who knows! But I don't believe in that. Maybe english, chinese...

In fact, i love my countrie and my language: portuguese is a complex language. We have hundeds of sounds that we can make, or with diferent characters, or using some unions with they (like "ch", "nh"). We have some sounds that i believe that are unics in the world!

I love my language. Digo, eu adoro a minha língua. E por mais testes de inglês que tenha de fazer para bem do meu futuro, é no português que eu sempre me vou apoiar. Por isso, preservem a nossa identidade! Falem português! Falem bom português! E bm prtgues ñ é isto.

Tiago.
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Para quem não percebe de inglês, escrevi este post nesta língua porque amanhã vou ter teste a esta disciplina e decidi aproveitar e treinar. Apesar dos inúmeros erros que o texto deve ter.

domingo, 19 de outubro de 2008

Abri os Cortinados

[Relato Real]

Hoje acordei e abri os olhos. Apetecia-me levantar-me, abrir os estores e os cortinados do meu quarto, mas por outro lado, sentia-me tão bem ali. Fechei os olhos, involuntariamente, como se o meu cérebro quisesse descansar por mais algum tempo.

Mas não! A manhã sorria lá fora, e eu tinha de correr para a ver! Como é a minha fase preferida do dia, tinha de a aproveitar, e não era ficando a dormir que o ia fazer. A custo, sentei-me. Fui até à janela e abri os estores. Afastei os cortinados. Sorri.

Estava uma linda manhã de sol.

Tiago.

PS: A Filoxera diz que eu tenho andado um pouco sombrio, a ver se me passa. Mas não te preocupes, por vezes, quando te pareço sombrio na blogosfera, raramente me sinto sombrio na realidade. Por vezes pego em sentimentos ou recordações passadas e exploro-as. Outras vezes, saem-me reflexões espontâneas, reais, e em correspondência com o presente. Não foi o caso da anterior. Não estou com medo de cair. :)

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A tocar, jazz dos velhos tempos: You're getting to be a habit with me, pela Ruth Edding.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

E se cair?

Por vezes, tenho tanto medo.

Tenho tanto medo de caia. Por vezes, tenho mais medo que os outros caiam do que eu mesmo. Eu já sei: se alguém cair, cá estarei eu para suportar a dor. Mas se for eu a cair? O que acontece?

Para onde vamos?

Há quem não saiba responder. Há quem diga que sabe. Mas sabe? Quando cairmos em cima da lama, esta vai-nos sugar. Por vezes temos quem nos ajude e quem nos puxe para cima. Outraz vezes limitamo-nos a deixar escorregar para dentro da Terra.

E se cair?

Tiago.

PS: A Tocar, Tears from Heaven, do Eric Clapton.

domingo, 12 de outubro de 2008

As Perguntas

Porque já cá faltavam.

Quem somos?

De onde vimos?

Para onde vamos?

Tiago.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A Menina da Floresta

Ela brincava todos os dias por entre os fetos.

Escondia-se atrás das papoilas.

Rastejava pela erva húmida e fresca da manhã.

Bebia do rio e das gotas do orvalho.

Subia à copa das árvores e via o seu mundo.

Mas um dia deixou de ser apenas seu.

E a menina não teve onde se esconder.

Fala-se na destruição dos habitats dos animais. Mas quando se fala nisso esquece-se de outro habitat ainda mais importante (ou não?): o do Homem.

Tiago.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Um Ano de Reflexões


Já passou um ano. O tempo passa rápido. Demasiado rápido. É como a areia fina da praia, que nos escorre por entre os dedos se abrirmos uma frecha entre estes. Um ano de metáforas. Um ano de analogias. Um ano de imaginação. Um ano de conscientalização realista. Um ano de caminhos. Um ano de desabafos. Um ano de Reflexões.

Gostei muito. Foram, a contar com esta, 86 reflexões iniciadas por mim. Sem contar com todas as vossas, que produziram e imortalizaram, ou não, como comentário. Quero agradecer a toda a gente que por aqui passou, de uma forma especial a quem aqui passa sistemáticamente e a quem coloca um comentário com a sua opinião.

No inicio do blog, eu tinha dito qual era o meu objectivo com este: reflectir e fazer com que os outros também reflectissem. Criar debates de ideias acerca de coisas. Reflexões Exteriores: reflectirmos e expôr-mos para fora da nossa mente o resultado dessa reflexão. Resultou, recebi tantas a tantas reflexões vossas. Apesar de tudo, também houve pessoas que por cá passaram, e não deixaram rasto. Mas leram. E isso também me deixa feliz. No total de visitas desde o primeiro dia, foram contabilizadas aproximadamente 11200.

Hoje convido-vos a visitarem o passado do blog. Se não tiverem tempo hoje, façam-no amanhã, quem sabe, depois. Durante a próxima semana eu vou deixar o arquivo no topo da barra lateral. Se calhar há reflexões que não leram, outras que gostariam de recordar. Como, por exemplo, a inaugural. E com ela que vos deixo. Muito obrigado a todos e... parabéns, Reflexões Exteriores!

Porque vale a pena reflectirmos sobre a nossa vida, sobre a vida dos outros e sobre tudo o que nos rodeia. Porque vale a pena pararmos para pensar na questão "E se...". Porque vale a pena tentarmos adivinhar coisas, supor coisas. Porque vale a pena aproveitarmos o que nos é dado. 
Por isso, devemos reflectir. Devemos reflectir sobre tudo. Das coisas mais desprezíveis (uma minhoca) às coisas mais poderosas (A Natureza) tudo faz parte do nosso mundo. E se pensássemos nisso. E se pensássemos que afinal não estamos sozinhos, porque os outros também existem. Não somos apenas nós.
Porque vale a pena pensarmos, seja no que for. Por isso, criei este blog.
Façamos as nossas reflexões. E exponhamo-las ao mundo exterior.

Tiago.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Hoje volto a Casa


Passados três meses, aproximadamente, finalmente vou voltar a Casa, por mais um semestre.

E, talvez, daqui a 6 ou 7 meses, tenha mais algum espectáculo para vos mostrar (sim, porque tenho a certeza que alguns de vocês vão lá estar) :)

Tiago.

PS: É já daqui a 4 dias o aniversário aqui do blog. Convido-vos desde já a cá passarem durante a segunda-feira, dia 6 de Outubro, pelo Reflexões Exteriores. Vai ser preparada uma pequena festa!

PS2: Recuperadíssimo da "queda" que referi no último post. O que escrevi foi notoriamente exagerado, e foi escrito com a emoção do momento. Já passou tudo. Obrigado a quem se preocupou =)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Desilusão


Quanto mais alto se sobe, maior é a queda.
Uma coisa que não gosto mesmo, mesmo nada, é a falsa esperança. Quando estamos conviantes de que algo vai acontecer, e no fim não acontece. Quando nos dizem que esse algo vai acontecer, mas não acontece.
A falsa esperança leva à desilusão. E a desilusão leva à depressão. E só Deus sabe onde leva a depressão.
Há uns tempos escrevi um poema, do qual vou citar apenas um estracto:
É a convicção que comanda o coração e que não me deixa esquecer quem, afinal de tudo, sou eu.
Acho que não há muito mais a dizer. É a convicção verdadeira que nos impele. Só que de há uns dias para cá eu subi demais. Há 40 minutos, caí.
Tiago.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Só por ser Outono

Hoje olhei lá para o fundo, e vi mais do que o horizonte. Vi o Outono a aproximar-se. No momento em que estou a escrever esta mesma frase faltam cinco minutos para o começo oficial desta estação. Por isso vou ser breve, pois quero ir à janela assistir à mudança.

O Outono é a minha estação preferida do ano, logo a ser ao Inverno. Gosto de ver as folhas cair, o frio apertar, os cobertores numa cama onde dorme uma criança aconchegada. É mágico. Só mesmo por ser Outono.

O cheiro a castanhas assadas, o movimento das ruas de Lisboa num dia ventoso e chuvoso. Andar a pé sob a trovoada. Os tons de castanho pinta-me a mente, e sinto-me feliz. O folhear das páginas. o vento...

Hoje, só por ser Outono, quero voar.

Tiago.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Passividade perante a Vida

Estava eu ontem a escrever mais parte de uma história quando escrevo isto:

Por isso excitava-a, aquela ansiedade silenciosa. Estar a olhar para o ponteiro que se movia inquietamente, sem produzir qualquer som. Estar sentada naquela mesma cadeira, mas não a sentir, e não o querer conseguir fazer.

Hoje lembrei-me de que este parágrafo pode-me dizer muito. A minha personagem excita-se com aquela ansiedade inexistente. Estar á espera de nada, a não ser simplesmente que o tempo passe. Existem pessoas assim, na nossa realidade, apáticas à vida? Sim, existem. Talvez existam pessoas que pensam que a vida pode ser vivida de uma forma contínua, uma linha recta. Sentados á beira da estrada a ver tudo a passar. E no fim, morrer.

Sim, a minha personagem é assim. Mas, pessoalmente, quem me dera que fossem só personagens inventadas por nós que o fossem! todos ficaríamos a ganhar se entendêssemos que, no fim, a essência da vida existe, e que existe um bom motivo para cá estarmos. O problema que agora se nos deparara é: qual é a nossa finalidade?

Pode ser muito difícil de responder, mas para mim uma coisa é certa: não estamos aqui para sermos passivos. Existe uma frase que ilustra muito bem isto que estou a tentar dizer, e com ela encerro, por agora, este tema de reflexão. Esperam que percebam o seu significado.

O homem sonha, e o mundo avança.

Tiago.

sábado, 13 de setembro de 2008

Dá-me a Mão


Hoje de manhã acordei e decidi escrever alguma coisa acerca de "dar a mão". Cheguei aqui, cliquei em "Escrever nova Mensagem", e confrontei-me com um grande problema: não conseguia. Após ter escrito quatro linhas, apaguei-as, e resolvi mostrar, apenas, aquilo que queria ilustrar com palavras.

Dar a mão é amparar o outro, para que não caia.

Tiago.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O Xadrez e a nossa Vida

[Esta reflexão começa por estar apenas virada para o xadrez, mas aos poucos vai-se voltando para grandes questões filosóficas acerca do livre arbítrio.]

O xadrez é um jogo que se joga numa área de 8 quadrados por oito quadrados, e onde entram 16 peças para cada lado, ou seja, no total, 32. Diz-se que é um género de jogo de batalha, a imitar uma guerra em que, segundo umas determinadas leis vitais para as peças (que se encaixam perfeitamente na sua realidade), se tenta destruir o rei adversário. Ora o xadrez tem muito mais do que se lhe diga do que simplesmente as regras em si. Por exemplo, o facto de ter regras.

Quantas vezes eu já ouvi dizer "Gostava de poder voar"? E "gostava de ser jovem para sempre"? Mas não podemos. São as nossas leis. As do xadrez são mais restritas ainda: além das peças não poderem voar, e de não terem a liberdade de viverem para sempre (porque nem sequer têm a liberdade de nascer], são obrigados a andar num determinado sentido um determinado número de quadrados (excluindo a rainha que representa, talvez, no meio de toda esta metáfora, o louco sonhador que diz que voa e que nunca envelhece).

Dizemos que somos livres, mas não somos. E há quem diga que não somos livres, oh, mas somos, e bem!

Para quem diz que somos livres, pensem na opressão que a sociedade e a natureza nos impôem! As leis que nos são impostas, e o bom senso de não andarmos nus pela rua, mesmo de Verão. E o medo? O medo que sentimos por alguma coisa, não importa o quê? Não nos condiciona? Não nos aprisiona?

Para quem diz que não somos livres, que se coloquem ao pé de um peão do jogo de xadrez, que só pode andar uma casa em frente cada vez que se mexe e só pode andar na diagonal se houver uma peça para comer (ou matar) nessa direcção. Se calhar não é preciso irmos tão longe: coloco-se lado a lado com um escravo (sim, ainda existem, nós próprios somos escravos!), ou com um cidadadão de um país onde não exista democracia (e sim tirania). E se quem está a ler isto pertença a alguns destes casos, que se conforme pensando nas peças de xadrez.

O Ser Humano não é livre nem deixa de o ser. Vive perante as suas leis. As suas regras do jogo. A pergunta que se coloca é: "quem encontrar livre-arbítrio algures na nossa vida, ponha o dedo no ar.".

Tiago.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Sonhar Conscientemente


De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.

Disse isto Fernando Pessoa. E não é que estava certo? De sonhar ninguém se cansa, pelo menos ninguém que eu conheça. Sonhar é esquecer, diz-nos ele. Será? Se formos a ver, sim, é verdade. Sonhar é criar, à primeira vista, mas é criar o sonho. Se criamos o sonho, ignoramos o real. Esquecemos a nossa condição real. Sonhar é esquecer, e esquecer não pesa. Esquecer não pesa pela mesma razão lógica de termos um saco de batatas na mão, tirarmos as batatas, e constatarmos que o saco está mais leve. Tirar para fora as preocupções, eliminá-las, dá-nos mais flexibilidade (apesar de, na minha opinião, nos desproteger - a memória é uma auto-defesa forte, tal qual as vacinas). Por último, Fernando Pessoa diz que sonhar "é um sono sem sonhos em que estamos despertos".  Penso que é ensta última parte que se encontra grande parte da essência do pensamento, e por isso vou explorá-la com um pouco mais de pormenor.

Se considerarmos que pessoa se referia ao "sonhar", vemos que existem contradições misteriosas no resto da frase: sonhar é um sono sem sonhos. Podemos pensar que quando sonhamos estamos como que adormecidos. Mas quando dormimos a sério temos sonhos, muitas vezes imprevistos. Eles surgem, simplesmente, sem a nossa vontade. Mas o Sonhar a que Pessoa se refere é aos nossos desejos, naqueles em que nós intervimos conscientemente. Por isso sim, sonhar é um sono (visto que estamos "adormecidos" para a realidade") sem sonhos (dos que nos aparecem sem nós querermos). Sonhar é uma tarefa consciente que nos adormece. E então surge o último extracto da frase: "em que estamos despertos". No fundo, é a confirmação do que já formulei. Um sono não levado à letra.

Tiago.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

1 de Setembro

Hoje, o título deste post apresenta-nos a data de hoje. Porque 1 de Setembro tem muito que se lhe diga!

Gosto muito de Um's. 1 de Janeiro é o recomeçar do ano de calendário. A 1 de Maio, de Novembro, e de Dezembro, celebram-se feriados nacionais. A 1 de Agosto começam as férias dos meus pais, e, consequentemente, as minhas férias a sério. E a 1 de Setembro, começa oficialmente o novo ano lectivo!

1 de Setembro é-me quase equivalente ao 4 de Maio (o dia do meu aniversário) - tenho a hipótese de recomeçar tudo de novo. E sim, literalmente!

Prometi muitas novidades no blog durante as férias, mas é como digo: durante as férias, estou mais ocupado do que fora delas! E, por isso,  agora posso afirmar com segurança, o Reflexões Exteriores vai tomar um novo fôlego no recomeçar deste ano lectivo! Com novas reflexões, e mais frequentes.

Muito obrigado a todos os que por cá passam :)

Tiago.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

(Sem) Olfacto - 5 Sentidos

O nariz, aparente excesso na cara de um humano (pelo menos para um Extraterrestre), serve de casa ao olfacto, o sentido dos cheiros.

O cheiro acaba por ser mais útil do que o paladar, sem discriminar qualquer um dos 5 sentidos. É, por exemplo, uma das maneiras de se detectar uma fuga de gás, por exemplo. E o olfacto serve de estimulante ao paladar: ao cheirar a comida, o nosso cérebro processa a informação e põe logo o estômago a mexer!

Se o olfacto não existisse, os incensos e as velinhas de cheiros deixariam de existir, e não existiria aquela fragância característica que cada local no mundo tem. E o cheiro a chuva, a terra, a mar; o cheiro da nossa casa, que nos faz sentir muito mais aconchegados...

O olfacto é uma luxúria que não nos podemos dar ao luxo de ignorar: inalar o ar pelo nariz, além de ser mais saudável, traz consigo os cheiros bons... e maus, infelizmente, quando estes existem!

Tiago.
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PS: Estou mais ocupado de férias do que fora delas... e não tenho tido disponibilidade para cá vir! Que me desculpem todos os que por cá têm passado... se houver alguma coisa para desculpar!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

(Sem) Paladar - 5 Sentidos

O caldo verde, o bacalhau cozido com batatas, o cozido à portuguesa, e as bifanas grelhadas. Os bolinhos de manteiga, os aperitivos, e o camarão. Imaginem que comiam tudo isso em forma de comprimidos. Hoje em dia, é possível e, quem diria, útil. Os astronautas são obrigados e algumas pessoas também, normalmente contra-vontade e por motivos de saúde.

Mas o paladar é um sentido, e é um sentido que dá gosto à vida. O doce, o salgado, o amargo e insonso... a capacidade de distinguir uma maçã de uma pêra, apenas através da língua. O paladar faz-nos ter vontade de comer, o paladar faz com que uma refeição se torne em algo apetecível.

E dá origem à culinária, que é uma arte, que é uma verdadeira arte humana. Faz com que comer e beber sejam um prazer! Mas, por vezes, também pode ser traiçoeiro. Por vezes o paladar vira-se contra nós, e algumas pessoas dizem "não gostar" de determinados alimentos. Uma defesa do corpo? A ciência não fala assim, mas quem sabe! Talvez o corpo rejeite através do paladar alguns alimentos que não fariam bem a essa pessoa em específico... é uma hipótese!

Já provámos a sensação de não ter paladar, quando ficamos doentes. Não temos vontade de comer. Perdemos o apetite, e a comida não nos sabe a nada. E pode não ser vital directamente, mas temos de admitir que este sentido vem dar um gostinho especial à vida!

Tiago.
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Eu e a Patrícia estamos muito contentes com o número de visitas que chegado ao blog LYDO E OPINADO!, cujo tema se centra nos livros e nas nossas leituras. Nestes primeiros 6 dias que passaram, já passaram pelo blog 49 visitantes, a perfazer um total de 105 páginas visitadas! Muito obrigado a todos os que nos têm visitado :) É uma honra poder partilhar com vocês as nossas opiniões acerca de livros :)
Para quem ainda não visitou: www.lydoeopinado.blogspot.com

PS: E, a poucos dias de fazer 10 meses, o Reflexões Exteriores completa um total de 10.000 visitas! Muito obrigado a todos os que por aqui passaram! Muito obrigado por reflectirem! :)

domingo, 27 de julho de 2008

(Sem) Audição - 5 Sentidos

E se um dia, quando acordássemos, não ouvíssemos?

Comunicávamos por gestos, é certo que aprenderíamos, como tantas outras pessoas que, por obra do destino, já nascem sem ouvir! Mas não poderíamos ouvir o grito de quem nos tentava avisar do perigo. Não poderíamos comunicar por telefone ou telemóvel, e a música passava a constar apenas nas velhas lendas, por sua vez contadas por meio dos gestos ou do papel.

Não ouvíriamos a voz doce dos nossos familiares e amigos, tentando confortar-nos. As gargalhadas iriam perder-se no ar. E o silêncio iria reinar.

Não ouvíriamos os pássaros a cantarem alegremente de manhã, nem as brincadeiras das crianças acompanhadas pelos seus risos alegres.

Um mundo sem som seria um mundo mais triste.

Tiago.
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Tenho a anunciar a triste notícia de que o blog Perpendicularidades Paralelas, que tinha sido lançado à um mês e pouco, e que contava com a minha participação e da Patrícia, terminou. A justificação reside no facto de alguns contra-tempos que nos vieram tirar um pouco do ânimo que tínhamos para com o espaço, e a falta de assunto/iniciativa. No entanto, e como ainda acreditamos numa parceria bem sucedida, resolvemos fundar um outro, com um pouco mais de consistência, e com uma área de temas restrita.
Na rubrica de hoje, destaco, portanto, o LYDO E OPINADO!, um blog conjunto que fala acerca de leituras, e que critica algumas obras, ao mesmo tempo que vai dando notícias frescas do universo literário! Contamos com a vossa participação, e as vossas críticas aos livros que destacados (ou não) no blog! Enviem as vossas próprias críticas/sugestões de livros para o mail lydoeopinado@gmail.com para as verem figurar no blog :) E o link é... www.lydoeopinado.blogspot.com Obrigado! :)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Olhar em Frente

Olhar em frente nem sempre é fácil. Olhem, por exemplo, agora, é-me muito dificl olhar em frente. É assim a sensação de ter tudo nas mãos e, de repente, deixo cair. E parte-se o tudo.

E deixar de olhar para os cacos para passar a olhar em frente e voltar a encontrar mais "tudo" é um bocadinho dificil. E dá vontade de desistir, de me submeter às circunstâncias.

Mas olhar em frente é a solução, e é isso que vou tentar fazer. Todos o devemos tentar fazer. Olhar em frente e ver a vida (mesmo para quem não a vê, acreditem, ela está lá!).

Tiago

segunda-feira, 21 de julho de 2008

As nossas coordenadas

Pior do que uma explosão, só uma implosão. Quando explodimos, somos libertos. Quando implodimos, tudo se condensa e não temos espaço para pensar em nada.

Por isso, se queremos fazer do mundo um lugar melhor, devemos começar por localizar as nossas próprias coordenadas. Descobrir onde erramos e onde acertamos. E quando virmos onde acertamos, intensificar esse acerto.

Tudo começa da coisa mais pequena. Se tivéssemos virado à esquerda e não à direita naquele cruzamento, teríamos chocado contra um carro, em que por acaso seguia o presidente da Républica. Ele seria simpático e convidar-nos-ia para jantar com ele. Depois, dois anos mais tarde, seríamos unha com carne e, quando ele menos esperasse, prepararíamos uma revolução para o derrubar no cargo. Então, seríamos nós o presidente.

Eu sei, foi um exemplo muito estúpido, mas tudo começa com o acto mais banal possível. Se tivéssemos virado à esquerda... se tivéssemos virado à direita...

Por isso, precisamos de linear o nosso caminho e consultar as consequências dele. E melhorar o rumo. Escolher o melhor trilho. Marcar as nossas coordenadas.

Tiago.
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E seguindo com a rubrica, hoje dou-vos a conhecer o "Estrada das Palavras", um dos blogs da Patrícia, uma amiga minha que se iniciou na blogosfera à uns meses atrás. Este blog é essencialmente poesia, poesia pura e sem intermediários; alguns dos seus poemas já adaptados a canções compostas por ela... acreditem, ela escreve bem :)
Visitem http://estradadaspalavras.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Temporal

Já o sinto, sim, esta ventania não engana. Olho para cima, e confirmo, o temporal já lá vem.
Abraço-me à minha familia, entro dentro da minha cama, puxo os cobertores para cima de mim. E dou conta que vou perder tudo, vou perder tudo.
Espero, que desespero! Conto cada segundo e recolho-me cada vez mais. É o escuro que encontro debaixo dos meus lençóis. E choro, por ser fraco, por não ter acreditado ser capaz de me salvar.
E o temporal chegou, e o meu mundo desabou. Caí, e não fui suficientemente forte para me levantar. Porque sou fraco, e não espero. Não acredito. Não.

Já o sinto, sim, esta ventania não engana. Olho para cima, e confirmo, o temporal já lá vem. Corro para dentro, chamo quem conheço, aviso do perigo. Levo-os para longe. Depois regresso. Coloco-me no meio da estrada, e vejo a tempestade avançar na minha direcção.
Espero, que desespero! É como esperar pela luta, da qual sairei vencedor. Vejo a luz, as árvores, o mundo, e convenço-me que esta é a minha luta, o meu dever. E sorrio, por saber, que o mundo vai continuar.
E o temporal chegou, e o mundo voltou a respirar. Nem sequer caiu, porque a força do acreditar havia vencido. Porque acreditei. Sim, espero. Sim, acredito. Sim.

Tiago.

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Bem, a partir de hoje vou abrir uma espécie de... rubrica, que vai servir para dar a conhecer alguns blogs que visito e que gosto, dando sempre prioridade aos que têm poucos comentários. Assim, quero dar a conhecer aos outros as boas coisas que se têm na blogosfera e que muita gente não conhece! ;)
Assim, vou inaugurar hoje com o blog "Diário da Seni"! A Seni tem 15 anos e é aparentemente uma rapariga normal. Mas... quem é normal, afinal, se somos todos diferentes*? Neste blog, ela vai-nos contando a história da sua vida, dia-a-dia, à medida que vamos percebendo quem ela é. Ao ler os posts dela, parece que estou a ler um romance. Como uma vida pode ser tão interessante ;) Aconselho! Visitem:
----> http://www.sennifaro.blogspot.com/

* Ver post: http://reflexoesexteriores.blogspot.com/2007/10/luz.html

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Mosaicos

No outro dia descobri uma coisa: o mundo é uma parede de mosaicos.

E sabem como é que descobri isso? Encontrando a minha própria peça. É azul, tendo alguns toques de branco e outros de verde muito suave. Encontrei-a no chão, vejam lá, enquanto dava uma daquelas caminhadas pela mente de que já vos falei. às vezes gosto de fazer exercicio... mental, e por isso aventuro-me pelo passado.

Ora acontece que, desta vez, achei algo que nunca tinha achado! Um pequenino mosaico, um quadrado de 2 cm de lado, aproximadamente. E concluí logo que teria que encontrar mais.

Procurei por todos os lados nas minhas memórias, mas parecia que aquele estava destiado a ser o único que chegava a descobrir. E então perguntei ás outras pessoas se também tinham achado um mosaico... agumas disseram-me que sim, outras que não...

E então juntei o meu mosaico ao das outras pessoas, e formou-se um padrão. Juntas, as peças abstractas tornavam-se mais nítidas. Descobri, então, que tudo era um puzzle. Que a sociedade é a junção de todas as pequenas peças. Que o mundo é uma parede de mosaicos.

Tiago.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Vila Nova de Milfontes

Após ter visistado há uns meses Monsaraz, no interior do Alentejo, este fim-de-semana chegou a vez de Vila Nova de Milfontes. Situada no litoral alentejano, a meio caminho entre Lisboa e Algarve, esta vila surpreendeu-me pela positiva, pelo movimento que aparenta ter durante o Verão, e pelas praias limpas e boas que tem.

Fiquei instalado nuns apartamentos bastante perto da praia, e para almoçar e para jantar ia aos restaurantes do centro histórico; belos petiscos, digo eu, e alguns restaurantes de se tirar o chapéu!

As paisagens eram espectaculares, com vista para o rio/mar (já que a zona apanha a foz do rio), e, sim, sou um sortudo, levantei-me às 6 e meia da manhã para ir ver o nascer do sol! Já não o fazia há uns 3 anos!

Gostei, mergulhei um par de vezes, almocei e jantei bem, dei bons passeios... e, por falar em passeios, é exactamente esse o defeito desta vila! As ruas são estreitas e os passeios quase enexistentes... quase que éramos obrigados a andar nas estradas! Agora o mar (ou melhor, o fim do rio)... sem comentários, vejam a sua beleza pelos vossos olhos!


Foi uma boa experiência, e espero lá voltar dentro de uns anos, para rever e para explorar algumas coisas que ficaram por experimentar :)


Tiago.

PS: Hoje o meu tio Carlos faz anos... parabéns! E amanha é a vez da minha irmã... por isso, desde já, aqui deixo os parabéns também a ela! =D (É só aniversários...).

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Memórias

É tão fácil

Abrir a arca

Das memórias.

E é tão bom

Deixarmo-nos levar

(nem que por uns segundos)

Por elas.

Sim, é verdade, eu gosto. Por vezes, penso mais no passado do que deveria pensar. Dou por mim a pensar coisas como "e se tivesse feito isto", ou "e se tivesse seguido pelo outro caminho"... o que teria acontecido? E dou graças por ainda cá estar, vivo, a escrever isto.

Com o passado preparamos o futuro, vivendo o presente. É uma frase bonita e acho que todos nós deveríamos adóptá-la. :)

Tiago.

domingo, 29 de junho de 2008

Hanjo IV - Acabou

E pronto, acabou um ano lectivo, acabou um ciclo, acabou uma fase, e acabou um semestre de teatro.

Foram os seis meses em que mais aprendi e pratiquei teatro e técnicas de representação de toda a minha vida. Ao longo deste último mês, fui aprendendo comigo mesmo, e com as outras pessoas, que o teatro é mais do que um palco e um público a bater palmas. Mas aprendi mesmo!

É dificil falar do que sinto acerca dessa arte, porque acho que cada pessoa tem os seus pontos de vista. Mas o teatro que representei 4 vezes, duas delas com casa cheia (apesar dessa expressão significar apenas 32 pessoas), correu-me bem e mal, nalgumas vezes melhor, outras não... mas acima de tudo acho que fui evoluindo, e que a última de todas foi a que me correu melhor! Acho que consegui entrar bem dentro do Yoshio, mais do que qualquer outra vez, e por isso termino com um sorriso no rosto.

Para o ano haverá mais, mas como o Yoshio já não irá aparecer mais na minha vida (nunca se diz nunca, mas!!), dou-lhe desde já um grande abraço. E um grande obrigado a todas as pessoas que me apoiaram, aqui no blog e fora dele! E, principalmente, a todos os que foram ver! Espero que tenham gostado! =)

Tiago.

PS: Hoje três pessoas que conheço fazem anos... parabéns ao Frederico, à Rogélia, e à minha tia Mané!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Os Direitos da Criança

É a segunda vez que falo em crianças no blog este mês, mas sendo o mês do dia da criança, acaba por não ser assim tão estranho! E desta vez venho-vos mostrar um poema de Matilde Rosa Araújo, que fala acerca dos direitos das crianças. Este é longo, mas tem em si um conteúdo que deve ser lido e apreendido. É aquilo que disse já anteriormente, mas dito de uma forma mais completa.
E vivam as crianças!!

I
A criança,
Toda a criança.
Seja de que raça for,
Seja negra, branca, vermelha, amarela,
Seja rapariga ou rapaz.
Fale que língua falar,
Acredite no que acreditar,
Pense o que pensar,
Tenha nascido seja onde for,
Ela tem direito…

II
…A ser para o homem a
Razão primeira da sua luta.
O homem vai proteger a criança
Com leis, ternura, cuidados
Que a tornem livre, feliz,
Pois só é livre, feliz
Quem pode deixar crescer
Um corpo são,
Quem pode deixar descobrir
Livremente
O coração
E o pensamento.
Este nascer e crescer e viver assim
Chama-se dignidade.
E em dignidade vamos
Querer que a criança
Nasça,
Cresça,
Viva…

III
…E a criança nasce
E deve ter um nome
Que seja o sinal dessa dignidade.
Ao Sol chamamos Sol
E à Vida chamamos Vida.
Uma criança terá o seu nome também.
E ela nasce numa terra determinada
Que a deve proteger.
Chamemos-lhe Pátria a essa terra,
Mas chamemos-lhe antes Mundo…

IV
…E nesse Mundo ela vai crescer:
Já sua mãe teve o direito
A toda a assistência que assegura um nascer perfeito.
E, depois, a criança nascida,
Depois da hora radial do parto,
A criança deverá receber
Amor,
Alimentação,
Casa,
Cuidados médicos,
O amor sereno de mãe e pai.
Ela vai poder
Rir,
Brincar,
Crescer,
Aprender a ser feliz…

V
…Mas há crianças que nascem diferentes
E tudo devemos fazer para que isto não aconteça.
Vamos dar a essas crianças um amor maior ainda.

VI
E a criança nasceu
E vai desabrochar como
Uma flor,
Uma árvore,
Um pássaro,
E
Uma flor,
Uma árvore,
Um pássaro
Precisam de amor – a seiva da terra, a luz do Sol.
De quanto amor a criança não precisará?
De quanta segurança?
Os pais e todo o Mundo que rodeia a criança
Vão participar na aventura
De uma vida que nasceu.
Maravilhosa aventura!
Mas se a criança não tem família?
Ela tê-la-á, sempre: numa sociedade justa
Todos serão sua família.
Nunca mais haverá uma criança só,
Infância nunca será solidão.

VII
E a criança vai aprender a crescer.
Todos temos de a ajudar!
Todos!
Os pais, a escola, todos nós!
E vamos ajudá-la a descobrir-se a si própria
E os outros.
Descobrir o seu mundo,
A sua força,
O seu amor,
Ela vai aprender a viver
Com ela própria
E com os outros:
Vai aprender a fraternidade,
A fazer fraternidade.
Isto chama-se educar:
Saber isto é aprender a ensinar.

VIII
Em situação de perigo
A criança, mais do que nunca,
Está sempre em primeiro lugar…
Será o Sol que não se apaga
Com o nosso medo,
Com a nossa indiferença:
A criança apaga, por si só,
Medo e indiferença das nossas frontes…

IX
A criança é um mundo
Precioso
Raro.
Que ninguém a roube,
A negoceie,
A explore
Sob qualquer pretexto.
Que ninguém se aproveite
Do trabalho da criança
Para seu próprio proveito.
São livres e frágeis as suas mãos,
Hoje:
Se as não magoarmos
Elas poderão continuar
Livres
E ser a força do Mundo
Mesmo que frágeis continuem…

X
A criança deve ser respeitada
Em suma,
Na dignidade do seu nascer,
Do seu crescer,
Do seu viver.
Quem amar verdadeiramente a criança
Não poderá deixar de ser fraterno:
Uma criança não conhece fronteiras,
Nem raças,
Nem classes sociais:
Ela é o sinal mais vivo do amor,
Embora, por vezes, nos possa parecer cruel.
Frágil e forte, ao mesmo tempo,
Ela é sempre a mão da própria vida
Que se nos estende,
Nos segura
E nos diz:
Sê digno de viver!
Olha em frente!

Poema de Matilde Rosa Araújo

Tiago.

PS: O teatro está a correr bem, e só me resta mais um dia de representação, na sexta. Nessa altura farei o feed-back final!

PS2: Agora que estou de férias, espero ter mais tempo para o blog! Esperem novidades muito em breve!

domingo, 15 de junho de 2008

Hanjo III - Diário da Estreia

Dia 14 de Junho de 2008, Sábado
16:45 - Já estou na Animateatro, e neste momento ainda estou vestido normalmente, ainda só dei uma voltinha ao texto. Afinal de tudo, ainda faltam quase 6 horas!

17:30 - Estamos a meio de um ensaio geral técnico, em que não temos de nos concentrar tanto na emoção mas sim nas marcas e nos tempos das coisas... está a correr bem! Entro em cena neste ensaio dentro de 10 minutos... e faltam 5 horas!

17:50 - Acabei a minha parte do ensaio técnico e dentro de poucos minutos vou agradecer... apesar de e ter desconcentrado na parte em que a Hanako me toca no rosto, devo isso ao facto da Lina (a encenadora) ter andado a tirar fotos mesmo lá ao pé... faltam 4 horas e 20 minutos!

18:20 - Bem, estamos a fazer uma pausa para lanche-jantar, e provavelmente será a única. Os nervos ainda não chegaram... (devem estar quase a bater à porta). Faltam 3 horas e 10 minutos!

20:30 - Oh meu Deus! Falta uma hora, será possivel?! Apesar de já estar vestido e maquilhado, ainda tenho de entrar dentro da personagem... até depois do teatro, pois quanto muito quem dirá alguma coisa antes será Yoshio!

21:45 - Estou a meio do espectáculo, e dentro de alguns minutos entro em cena. O meu coração bate desenfreadamente, pois estou muito perto de encontrar Hanako... break a leg, Tiago!
Ass: Yoshio.

22:15 - Pronto. Yoshio, portaste-te bem! Correu espatacularmente, e mais uns minutinhos e vamos agradecer... o nervosismo do Tiago aliou-se ao teu, Yoshio, fazendo, assim, uma mistura bastante realista! Parabéns!!

É verdade, correu bem, e adorei representar! Existiu um factor na apresentação que fez com que resultasse muito melhor do que qualquer ensaio! Tinha a noção que íamos ter casa cheia, e o meu nervosismo passou para o Yoshio, e deu-lhe o nervoso que nunca lhe tinha conseguido aplicar devidamente. Assim, o Yoshio aliou-se a mim e fizemos um género de fusão muito mais natural do que qualquer Yoshio que já tivesse representado.

E sabem? Apesar de tudo, a minha parte preferida nem foi a apresentação ao público. Foi o que aconteceu entre as 20:30 e as 21:30, a entrada na personagem. Através de alguns processos que fomos aprendendo ao longo do ano, livramo-nos do nosso "eu" e, quando não eramos nada, entramos na nossa personagem. É tão mágico, é tão sobrenatural! E é tão real que houve quem chorasse em cena como nunca fizera nos ensaios.

Gosto do TEATRO.

Tiago.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Hanjo II - A poucos momentos da estreia

A evolução é notável, e ambas as três personagens estão muito mais conseguidas.

Faltam exactamente dois dias para a estreia do meu teatro, e o nervosismo começa a aproximar-se, apesar de só se fazer sentir nas duas horas antes. Mas neste teatro, já não sei de nada, é totalmente diferente dos da escola que fiz até agora. É que este é a sério.

Durante estes 6 meses trabalhámos a concentração, a dicção, e desde à 3 que estamos a preparar o texto! De semana a semana notamos uma evolução, e se eu visse aquele teatro de fora até gostaria! Só que ontem, por exemplo, desconcentrei-me a meio da peça, no ensaio, e comecei-me a rir. E a peça é melo-dramática! São estes pequenos pormenores que me fazem pensar: "e se me rio no meio da peça no dia?". Mas isso não irá acontecer.

Porque não vai ser o Tiago que vai estar lá no palco. Vai ser o Yoshio, e Yoshio não vai ter motivos de se rir nos momentos mais sérios. E se se rir, olhem! É porque lhe deu vontade... não serei responsável.

Adoro representar. E ficar sobre esta pressão ainda dá um gostinho especial. É aquele nervoso miudinho antes do espectaculo uma das coisas que me dá mais prazer na minha vida :)

Tiago.

Nota [14 de Junho]:  Bem, é hoje!! Vou levar um bloquinho de notas e vou fazer alguns apontamentos de duas em duas horas acerca do meu estado de espirito... =D Depois coloco aqui tudo! =D
Muito obrigado pelo vosso apoio! =D
Até amanhã :)

sábado, 7 de junho de 2008

Feira do Livro 2008

Foi ontem que, pela segunda vez na minha vida [e a primeira era quase um bebé, por isso não conta...], fui à Feira do Livro de Lisboa! Bem, tenho a impressão de nunca ter visto tantos livros juntos, mas lá consegui ver todas as bancas, algumas com mais atenção que outras!

Para mim, que adoro ler, as quatro horas que lá passei foram das melhores deste ano 2008, até porque me diverti imenso, comprei uns 5 livros [já não compro mais nos próximos meses, prometo!!] e voltei a falar com o Frederico Duarte, o autor de AVATAR de que já falei aqui no blog!

Ao contrário de algumas pessoas, gostei dos pavilhões da LeYa [os do centro da discórdia]. Apesar de fugirem à tradicionalidade, são mais acolhedores e abrigados das condições atmosféricas, apesar de continuarem arejados. Em vez de serem barracas em que se v~em os livros de fora, são stands em que se entra, e por isso gostei mais.

Aqui vão algumas das fotografias que tirei... adorei a experiência e para o ano quero lá voltar. O Parque Eduardo VII é de facto maravilhoso :)

Tiago.

PS: Apesar de não ser um fã do futebol, gosto essencialmente de ver as pessoas em festa na minha rua, por isso... boa sorte, Portugal!

PS2: Eu e uma amiga minha, a Patricia [que andava por aí com o nome "Palavras para quê?"]fundámos um novo blog, a que demos o nome de Perpendicularidades Paralelas. Na práctica, será um blog mais ou menos imprevisivel, em que, por vezes, os nossos pontos de vista, pararelos, se poderão cruzar, tornando-se, então, perpendiculares... passem por lá :)
-> http://www.perpendicularidades-paralelas.blogspot.com/

domingo, 1 de junho de 2008

A Criança



É de todas as formas a mas pura e inocente, e a mais curiosa e corajosa. Entrega-se ao Mundo de uma forma total, explora tudo em busca da compreensão, e pouco a pouco vai definindo os limites.

Começa por receber a informação, depois guarda-la em báus, e por fim organiza-a em dossiers devidamente identificados. Vai jogando com a vida como se de um puzzle se tratasse. Os porquês surjem e a informação é totalmente ligada.

É assim uma criança, mais concrectamente a sua aprendizagem. A Criança tem direito a aprender, e para aprender e preciso quem lhe ensine. A Natureza trata da sua parte, expõe grande parte da informação. A missão dos adultos é ajudarem a oraganizar as ideias e, acima de tudo, facilitar o caminho do aprendiz. Tirar os obstáculos do caminho, ajudar a caminhar em frente. Incentivar.

A Criança tem direito a vir a ser um adulto, com cabeça para ensinar as outras crianças.

E o Dia da Criança são todos os dias. Foi por isso que evitei fazer este post no dia 1 de Junho. Queria tentar mostrar o seguinte: não seria por estarmos naquela data que eu iria falar acerca da Criança. Seria por causa da atenção que elas merecem, e do respeito que deviamos oferecer, que eu faria este post. É preciso abrir os olhos! É preciso olhar em frente! E ajudar os mais novos a caminhar... sempre com um sorriso aventureiro, de quem descobre mais uma coisa a cada passo que dá.

Tiago.

PS: Li o livro que aconselhaste, Filoxera, "Meninos Iguais a Mim". Contém, de facto, uma mensagem muito importante, acerca das diferenças [que, no fundo, não deixam de ser apenas variantes!] :)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Há quem não seja racista



Este ano, a época das cerejas mostraram-me que, no Mundo da Fruta, o rascimo é, no minimo, diminuto. [Ah, e sim, as cerejas estavam óptimas!!]

Tiago .

domingo, 25 de maio de 2008

Eurovision Song Contest 2008




Não consigo esconder, e não é que o queria fazer. Ano após ano, eu passo grande parte do ano à espera do Festival da Canção da Eurovisão, e não me perguntem porquê. Podem dizer-me que as músicas têm pouca qualidade, que o festival já não é o que era, que as votações são aldrabadas e geridas por sistemas pouco convencionais, e tudo e mais alguma coisa. No entanto, acho que não conseguem demover a minha opinião: eu gosto daquela semana, do dia da final, do momento das votações. E fico maravilhado, ao ouvir as canções!

O final do Festival deste ano foi ontem à noite, em Belgrado, na Sérvia. O Festival da Canção realiza-se sempre no país que ganhou no ano anterior. Como sempre, um palco espetacular, com efeitos de luzes tremendos,  e uma variedade de canções de dar a volta à cabeça. O público, muito animado, está a toda a hora a cantar, e envergam as bandeiras dos seus países no ar, mostrando-as ao mundo, através das câmeras de televisão. E que me perdoem muitos, mas quem não prefere ver uma festa desta ao um Europeu de Futebol. Quem não prefere ver Portugal sendo representado por uma canção do que por uma equipa de 11 jogadores a correrem atrás de uma bola!

E, pela primeira vez desde que foram adicionadas meias-finais ao Festival [devido ao elevado número de países que participam (50!!)], Portugal conseguiu passar à final, e ficar, logo desde já, dentro dos 25 primeiros. No final da votação, Portugal obteve o 13º lugar, um dos melhores de sempre! E com uma música muito bonita :) Na barra lateral do blog podem ouvir a música vencedora, a portuguesa, e a da Bósnia Herzegovina que, não sei porquê, me emocionou (é tão triste ter uma sensação de nostalgia com a minha idade).

Bem, para o ano há mais, em Moscovo! Até lá, é esperar...

Tiago'

PS: Tenho noção de que existiram algumas músicas parvinhas, mas enfim, que se há-de fazer... [como a espanhola e a irlandesa: é só pesquisarem].

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O que não me Afecta

Bem, recebi este desafio da Filoxera, do Escrito a Quente [ www.escritoaquente.blogspot.com ], e que consiste em nomear seis factos/realidades que não me afectem ou interessem. É claro que, algumas das coisas que colocarei, poderão ser fruto de uma possível inconstância/revolta momentânea, e portanto não levem demasiado a sério. =)

1. Não me importo de ter o computador mais lento só porque tenho muita informação guardada, e faço poucos backups.

2. Não me importo que as pessoas sejam sinceras e digam mal de mim, quando isso se justifica; aliás, até agradeço!

3. Não me importo mesmo nada de nunca me ter saído o Euro Milhões... só me ia ter dado umas dores de cabeça adicionais.

4. Não me importo de ouvir 20 vezes seguidas a mesma música, se gostar dela.

5. Não me importo que não respondam aos meus apelos, desde que encontre um facto que justifique essa negação.

6. Não me importo de ter a Ministra da Educação mais uns anos no Governo, porque pelo menos para os alunos ela é boazinha... (exames tão fáceis xD)

Pronto, aqui estão seis factos que não me importam (quase) minimamente. A ideia é passar o desafio a mais 6 blogs, mas, se não se importarem, eu passo a 4, e os outros que também o queiram aproveitar, levem-no para o vosso blog, não é preciso pedirem ordem!

Ao Francisco, do Anagrama Anárquico -> www.anagrama-anarquico.blogspot.com
Ao Skystorm (Frederico), do Destino do Universo ->www.destinodouniverso.blog.com/
À Patricia, do Quando o Mundo Não Chega  -> www.quandoomundonaochega.blogspot.com
À Um momento* do Momentos...(*) -> www.soepormomentos.blogspot.com

E é tudo =)

Tiago'

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Quem trabalha sempre alcança!

Pois é, hoje estou tão bem-disposto que até vos vou contar uma fábula, a segunda na história do blog, mas ligeiramente adaptada, e que acaba por ser uma metáfora para esta semana que passou, na minha vida!

Era uma vez uma cigarra, chamada Margaret, e uma formiga, chamada Janet! Estava então a decorrer um dos Verões mais agradáveis de toda a história, e a Margaret, que adorava cantar, sentia-a inspirada a ver as espigas de trigo, tão brilhantes, que lhe pareciam sorrir. Então, sentada numa rocha, punha-se a entoar músicas portuguesas (sim, eram as preferidas dela), como "Porto Sentido", "Balada da Estrada do Sol", e tão embalada com tanta música, limitava-se a acordar de manhã e a deitar-se ao pôr do sol, passando os dias a cantar alegremente!
Ora a formiga Janet, não fazia nada disso, apesar de também ser quase tão boa cantora como a Margaret. Passava os dias a trabalhar, recolhendo as bagas das seares de trigo, e escondendo-as no seu esconderijo subterrâneo.
E os dias do Verão assim se passaram. E, passados seis meses, chegaram os dias do Inverno. A cigarra Margaret teve frio. E fome. E não tinha onde se abrigar, ou nada que comer, porque no Inverno as colheitas são sempre nulas. E então lembrou-se da reserva e do trabalho da formiga Janet, e sentiu-se arrependida. Foi bater-lhe à porta.
- Janet... desculpa-me... não trabalhei este tempo todo mas agora tenho fome e tenho frio... podes dar-me alguma coisinha? Deixas-me entrar?
A formiga, ao perceber que Margaret se arrepndera, propõe:
- Muito bem! Eu dou-te de comer e abrigo durante o Inverno... mas fazemos assim, para o ano és tu que trabalhas e sou eu que canto!
- Hm... - a cigarra não parecia concordar - E se trabalharmos enquanto cantamos?
E assim foi. Não é quem espera que sempre alcança, é quem trabalha para isso!


É bonita, não é? Pois é. Só que não é assim tão melódico saber que a minha professora de história marcou um trabalho de grupo powerpoint acerca da 2ª Guerra Mundial de Segunda Feira para esta Segunda Feira, e que passei o fim-de-semana a trabalhar exastivamente, sendo interessante de sublinhar que ontem só me deitei por volta da uma hora da manhã... sim, estive a trabalhar... mas sim, valeu a pena! Hoje apresentámo-lo e tivemos excelente! Quem trabalha, sempre alcança! Mas sempre mesmo!

Tiago'

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Esclarecimento

Desculpem-me todos os que gostariam que comentasse os seus comentários aqui no blog, mas por vezes existem uns que se destacam mais e que eu não consigo deixar de referir. Peço desculpa, mais uma vez.

"Já que tens tantas qualidades, tenta fazer alguma coisa com elas, sem ser andar a desmonstar as ditas em sítios públicos onde te vão idolatrar como tu gostas e dizer-te as coisas bonitas ao estilo ''ena, escreves tão bem'', quando tudo o que eu vejo é texto forçado ao máximo."
"Dora", comentário ao post "Chorar"

Aí têm o extracto de um comentário ao post "Chorar", que coloquei há uns dias atrás. É o parágrafo que mais me tocou, e por isso gostava de pegar nele para referir algumas coisas.

Por favor, minha senhora, não fale do que não conhece. Se eu não fizesse nada com as minahs "qualidades", bem podia desistir da vida. É que as qualidades não são os dons, que nascem logo connosco, as qualidades são o resultado do trabalho e das facilidades que nos são apresentadas, a liberdade de fazer algo e aperfeiçoar isso. E todos temos qualidades. O que queria dizer no meu post com as qualidades que eu tinha era exactamente referindo aquelas que eu, talvez por ser cego nesse sentido, não conseguir encontrar uma maneira de usar para bem do mundo.

Mas o que a senhora escreveu nesse parágrafo foi mais que isso: foi dizer que tudo o que eu disse havia sido forçado. Dora, se há coisa que eu faça neste blog, é falar com sinceridade. Nem que seja a sinceridade do momento, pouco meditada. Mas não volto atrás com a palavra dada. O simples facto de podermos estar a ler isto num computador já é motivo suficiente para estarmos gratos à nossa vida. Eu não faço posts no blog para me dizerem "escreves muito bem", para isso tenho outros fóruns em que participo. Este blog serve, essencialmente, para reflectirmos. E, vai-me desculpar, mas usar expressões ofensivas como "palminhas nesse cú rabeta" não ajudam em nada. Na minha opinião.

Obrigado pela atenção, desculpem-me todos os outros pelo post, que é um pouco mais dirijido para a "Dora", mas tinha de esclarecer isto.

Tiago'

domingo, 11 de maio de 2008

A Políticas dos Serviços Informativos

Foi sem surpresa que hoje, ás 8 horas em ponto, assim que acabei de ver "Pânico a Bordo", na SIC, assisti ao início do Jornal da Noite. Sorri. O Jornal da Noite é sempre um momento engraçado, e sinceramente, com um serviço informativo desse género não valia a pena terem contratado os Gato Fedorento. Assim que o jornal começa, ouve-se a voz de um apresentador, digna de um concurso: "Boa noite a todos... convosco... Clara de Sousa!!".

A notícia da abertura foi "Ronaldo volta a marcar", neste caso, um pénalti. Não percebo bem qual é o objectivo deles ao darem uma noticia destas em primeiro plano:

a) O dia foi uma seca, não aconteceu nada de especial.
b) O público adora Ronaldo, por isso vamos informá-lo de que ele conseguiu enfiar uma bola dentro de um rectângulo de postes de ferro!

Em seguida, como segunda noticia, assistimos à informação da morte de um ciclista, Bruno Neves, que, durante uma corrida, embateu com a cabeça no chão. É de realçar que estava convocado para os Jogos Olímpicos. Das duas umas:

a) Esta noticia é tão importante, vamos metê-la em segundo lugar.
Que contradiz esta...
b) Epa! Vamos meter esta notícia logo a seguir à do Ronaldo ter conseguido marcar mais um golo!

A noticia seguinte não foi nem as descidas do banco mundial, da política da falta de alimentos, nem da vida privada de Camané, não. Nada disso. Eles acharam que era melhor informar-nos, antes de tudo isso, e em terceiro lugar nesse Jornal, que os adeptos do Sporting estavam a fazer fila ao pé das bilheteiras para pagar as suas quotas em atraso, num directo simplesmente emocionante e importante para a vida dos portugueses.

Nessa altura mudei de canal. Ou melhor, saí da televisão. A mim é que não me manipulam, ou melhor, comigo é que não gozam desta maneira. Por favor... a que estado é que as televisões chegaram!

Tiago'

sábado, 10 de maio de 2008

Chorar

Quando choramos, estamos desgostosos com algo. A questão está na justiça das lágrimas. Não é o acto de chorar em si que pode ser considerado como egoísta, mas sim o sentimento por trás.

E quando choro, para me acalmar penso exactamente isso. Estou a ser tão injusto. Tenho tanta coisa, e tanta alegria que me rodeia. Tenho tantas condições, tenho tanto amor, tantas opurtunidades, e tantas qualidades.

E penso nos que não a têm, e penso nos que sofrem. E penso nos pobres (*), nos que morrem á fome, ou nos sem-abrigo, ou ainda nos marginalizados pela sociedade. Penso nos que têm muito menos que eu, e que, por vezes, têm tantos mais anos de vida passados, tempo que deviam ter tido para se afirmarem.

E eles choram, que eu bem sei, quem nunca chorou!! Mas, por vezes, somos demasiado picuínhas. Choramos por isto, ou por aquilo. O choro nunca salva nada. Agora uma gargalhada ajuda muitas vezes. Um simples sorriso, pode salvar-nos enquanto choramos.

É tão injusto quando choramos. É mesmo muito injusto.

Tiago'

(*) Editado, de "podres" para "pobres", mas de qualquer forma era um erro ortográfico, já não é a primeira vez que troco as letras nessas palavras :(  Dora: Quando enumerei as condições, o amor, e as qualidades que tinha, não estava a desvalorizar as dos outros, mas sim a falar das que me eram proporcionadas. E sim, faço voluntariado, mas pessoalmente, e não de forma monetária. Penso que, no fim, acaba por ser um pouco mais valioso :)