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segunda-feira, 21 de julho de 2008

As nossas coordenadas

Pior do que uma explosão, só uma implosão. Quando explodimos, somos libertos. Quando implodimos, tudo se condensa e não temos espaço para pensar em nada.

Por isso, se queremos fazer do mundo um lugar melhor, devemos começar por localizar as nossas próprias coordenadas. Descobrir onde erramos e onde acertamos. E quando virmos onde acertamos, intensificar esse acerto.

Tudo começa da coisa mais pequena. Se tivéssemos virado à esquerda e não à direita naquele cruzamento, teríamos chocado contra um carro, em que por acaso seguia o presidente da Républica. Ele seria simpático e convidar-nos-ia para jantar com ele. Depois, dois anos mais tarde, seríamos unha com carne e, quando ele menos esperasse, prepararíamos uma revolução para o derrubar no cargo. Então, seríamos nós o presidente.

Eu sei, foi um exemplo muito estúpido, mas tudo começa com o acto mais banal possível. Se tivéssemos virado à esquerda... se tivéssemos virado à direita...

Por isso, precisamos de linear o nosso caminho e consultar as consequências dele. E melhorar o rumo. Escolher o melhor trilho. Marcar as nossas coordenadas.

Tiago.
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E seguindo com a rubrica, hoje dou-vos a conhecer o "Estrada das Palavras", um dos blogs da Patrícia, uma amiga minha que se iniciou na blogosfera à uns meses atrás. Este blog é essencialmente poesia, poesia pura e sem intermediários; alguns dos seus poemas já adaptados a canções compostas por ela... acreditem, ela escreve bem :)
Visitem http://estradadaspalavras.blogspot.com/

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Memórias

É tão fácil

Abrir a arca

Das memórias.

E é tão bom

Deixarmo-nos levar

(nem que por uns segundos)

Por elas.

Sim, é verdade, eu gosto. Por vezes, penso mais no passado do que deveria pensar. Dou por mim a pensar coisas como "e se tivesse feito isto", ou "e se tivesse seguido pelo outro caminho"... o que teria acontecido? E dou graças por ainda cá estar, vivo, a escrever isto.

Com o passado preparamos o futuro, vivendo o presente. É uma frase bonita e acho que todos nós deveríamos adóptá-la. :)

Tiago.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Eleições Norte-Americanas

Se há coisa que nunca fiz aqui no blog foi mostrar a minha opinião política de forma directa. Mas todos nós sabemos que a corrida à Casa Branca não só vai mudar o futuro da América, como o de todo o mundo.
É inevitável, mas por mais que tentemos negar, a América é A potência mundial. Uma decisão por ela tomada afecta os outros países. Um acontecimento marcante dentro do país vai afectar os restantes. Uma crise económica na América ia dar à crise económica mundial.
A tendência da América Lider está a descer desde há uns anos, com a Índia e a China a aproximarem-se de perto... mas não existe uma cobertura tão grande nas eleições destes dois últimos... podemos portanto, afirmar, que as presidenciais dos Estados Unidos não são apenas um jogo...
Do lado Republicano, tempo John Mcan, conservador e, concerteza, com muitas experiências de vida. Do lado democrático, ou Barack Obama ou Hillary Clinton.
Atrevo-me a dizer que estou a apoiar este último. Acho-o simpático, um grande líder, teorias económicas interessantes e uma opinião bastante fumentada acerca da guerra no Iraque. Ele foi o único candidato que afirmou retirar, assim que chegar ao poder, as tropas americanas do Iraque, e passar a "guerra" para as mesas políticas, entre os chefes de estado. Não sei até que ponto vai cumprir, ou resultar, mas deposito grandes esperanças em Obama.
E como para campanhas é que não falta imaginação, um grupo de cantores famosos americanos fizeram um vídeo para o Youtube em que, com o discurso de Barack de fundo, cantam por cima a versão "musicada" do discurso dado pelo candidato há cerca de dois meses. "Yes we Can".
"Yes we can", fazer do mundo um lugar melhor. Seja com o Obama, com a Hillary, com o Mcan, com o Sócrates, com a Mariza, com o Ricardo Araújo Pereira, comigo, contigo que estás a ler isto... seja com quem for no "poder". Porque o verdadeiro PODER somos nós que o construimos. O futuro do mundo está dependente em cada uma das nossas acções. Acordar às 7:00 ou às 7:01 pode modificar o rumo do destino...

Tiago'

PS. Oiçam a tal música do Obama aqui: http://youtube.com/watch?v=jjXyqcx-mYY

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Meu Mundo

Há cerca de 3 anos descobri a Paixão da minha vida. Estávamos no início de Fevereiro de 2005, tinha eu 11 anos na altura, e estava no 6º ano, quando uma colega minha que vou denominar simplesmente por Rita e um colega meu que vou denominar simplesmente por Rafael vieram ter comigo a meio de um intervalo na escola e, se bem me lembro, entregaram-me um guião para as mãos.
- Olha - disse-me um deles - Queres participar no teatro da escola para o St. Patricks Day?
Eu, num teatro da escola? Deixem-me rir! Na minha escola faz-se sempre três teatros por ano, normalmente: Hallowenn (31 de Outubro), Dia de S. Valentim (14 de fevereiro), St. Patricks Day(algures em Março...) (em 2006 fizemos também no fim do ano um), para as turmas verem. O meu 5º ano tinha visto três teatros, em que nomeadamente pessoas da minha turma participavam. Nunca me senti atraído por aquele outro mundo.
Então, naquela manhã em que a Rita e o Rafael me perguntaram aquilo... bem, eles mudaram a minha vida. Eu disse "acho que sim", e assim foi. Participei, e adorei. No final, uma série de elogios, professores a darem os parabéns, e esse tipo de coisas.
No ano seguinte, no meu 7º ano, não me avisaram de nada do Halloween. Então foi com tristeza que assisti ao teatro em que a Rita por acaso participava. No dia de S. Valentim, aí sim. Novamente eles os dois veiram ter comigo avisar-me dos castings que íam haver. E fui. Concorri ao papel de "Mensageiro do Rei". Haviam uns 3 ou 4, e ainda hoje sinto um peso na consiência pelo que se passou. A professora que organiza os teatros ainda me conhecia, e segredou algo para a auxiliar da biblioteca, uma tal de Vera. Assim que li um texto, proclamando em voz alta o mesmo, as duas disseram que estava seleccionado, sem sequer ouvirem os outros. Deram-me um guião e fiz o teatro três semanas depois.
O sucesso daquela peça foi tão grande que a Vera quis criar um clube de teatro, e em Março isso aconteceu. Foi um dos melhores períodos, mas sem qualquer dúvida, da minha vida! Juntos, no clube de teatro, fazíamos exercícios de improvisação e, unidos, formamos um grupo espectacular! Nunca esquecerei aqueles 4 meses! No final fizemos um teatro, em que me foi atríbuida a personagem principal, para meu grande orgulho, um "Duende da Floresta".A Vera foi-se embora da escola nesse mesmo ano, e com ela uma grande parte do meu ãnimo quanto ao teatro.
Entreanto, há um ano atrás, ninguém me avisou do teatro do halloween, e quando me lembrei já era tarde. Ninguém me avisou do teatro de S. Valentim, e quando perguntei por ele já era tarde. Foi então que, milagrosamente, perguntei pelo teatro do S. Patricks day, e elas disseram-me que não o iam fazer, e que em vez dele íamos fazer um género de musical para professores estrangeiros que iam á escola. De novo foi-me atríbuida a personagem central, e apresentamos não só aos professores estrangeiros como também aos pais e familiares! Mais de 250 pessoas a ver um espectáculo ao mesmo tempo. Emocionante.
Este ano participei no do Halloween, inclusivé criei uma música (melodia e letra) para o fim do teatro, em que cantámos todos juntos. Fiz de guarda estúpido, coxo, corcunda, e meio broncod e uma escola de magia. A personagem ficou tão na cabeça das pessoas que ainda agora alguns miúdos do 5º ano passam por mim a coxear e me comprimentam, pessoas que NUNCA conheci!!
Agora? Agora entrei num curso de teatro, em Novembro, e que vai durar até Maio, onde vai culminar com um teatro aberto ao público. O meu primeiro fora de um recinto escolar. Mas até lá ainda vou fazer possivelmente o de S. Valentim e o de St. Patricks Day. Para o de S. Valentim, vou ser eu a escrever o guião, já dei a ideia, estou a escrevê-lo, vou compôr uma música para o fim, e já falei com os mini-actores, nos quais se incluem eu, acerca da ideia. todos gostaram. Em termos de futuro, de horizontes longíncuos, tenhoa dizer-vos que muito provalmente não vou seguir nenhuma carreira relaccionada com o teatro. Sabem, acho que acima de tudo, eu gosto de crianças. Crianças. Por isso me sinto tão tentado a ser educador de inFãncia, é como se quando fosse à sala da minha mãe (que também é educadora de inFãncia) visse os seus "alunos" de 3, 4 e 5 anos a puxarem-me a camisola, pedindo-me para me tornar o seu "professor". Mas nunca porei de parte o teatro, nunca! Será sempre uma paixão para mim!
Para finalizar, falo-vos apenas na sensação que é estar em palco, que é representar uma personagem. Em primeiro lugar há que nos abstrairmos do nosso mundo, e criarmos um mundo dentro do limite do palco. Mentalizarmo-nos de que controlamos outra pessoa, que podemos ser o que quisermos e podemos fazer o que quisermos. É mágico. É poderoso. É uma sensação de liberdade incrivel, e quando desces do palco sentes-te totalmente perdido. Quando te dão os parabéns, ou te comprimentam, tu não consegues perceber bem porque fazem isso, ou que fazem isso.
É como se saíssemos da luz para a escuridão, e não conseguíssemos ver nada. O teatro é a luz, que tenciono seguir até ao fim, por um caminho, ou por outro. Ou ainda por um terceiro, que o que não faltam por aí são caminhos diferentes com o mesmo destino, chamado Objectivo.

Tiago'