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sábado, 7 de junho de 2008

Feira do Livro 2008

Foi ontem que, pela segunda vez na minha vida [e a primeira era quase um bebé, por isso não conta...], fui à Feira do Livro de Lisboa! Bem, tenho a impressão de nunca ter visto tantos livros juntos, mas lá consegui ver todas as bancas, algumas com mais atenção que outras!

Para mim, que adoro ler, as quatro horas que lá passei foram das melhores deste ano 2008, até porque me diverti imenso, comprei uns 5 livros [já não compro mais nos próximos meses, prometo!!] e voltei a falar com o Frederico Duarte, o autor de AVATAR de que já falei aqui no blog!

Ao contrário de algumas pessoas, gostei dos pavilhões da LeYa [os do centro da discórdia]. Apesar de fugirem à tradicionalidade, são mais acolhedores e abrigados das condições atmosféricas, apesar de continuarem arejados. Em vez de serem barracas em que se v~em os livros de fora, são stands em que se entra, e por isso gostei mais.

Aqui vão algumas das fotografias que tirei... adorei a experiência e para o ano quero lá voltar. O Parque Eduardo VII é de facto maravilhoso :)

Tiago.

PS: Apesar de não ser um fã do futebol, gosto essencialmente de ver as pessoas em festa na minha rua, por isso... boa sorte, Portugal!

PS2: Eu e uma amiga minha, a Patricia [que andava por aí com o nome "Palavras para quê?"]fundámos um novo blog, a que demos o nome de Perpendicularidades Paralelas. Na práctica, será um blog mais ou menos imprevisivel, em que, por vezes, os nossos pontos de vista, pararelos, se poderão cruzar, tornando-se, então, perpendiculares... passem por lá :)
-> http://www.perpendicularidades-paralelas.blogspot.com/

domingo, 11 de novembro de 2007

Quentes e boas!


O odor a castanhas assadas percorria as ruas de Lisboa, recordando tanto ao povo como aos turistas e trabalhadores que por ali passavam que o Outono estava já bem presente à sua volta. A fumaraça vinda dos fogareiros estava mais concentrada aqui e ali, e as pessoas circundavam à volta dela, como que se fossem atraídas pelo calor e pela alegria, abstracta, ali presente. As castanhas reluziam, estaladiças, dentro de papéis de jornal enrolados em forma de chapéu de bico, e de minuto a minuto alguém ia comprar um. As castanhas, além de vistosas, eram saborosas e apetitosas, emanando um sabor suave e quente, ao mesmo tempo. Aqueciam a alma e o corpo, e às pessoas desesperadas renovava a esperança. Apertavam-se nos seus casacos, comiam castanhas e andavam pela Baixa Lisboeta, aproveitando cada momento da sua passagem. Era mágico.

Talvez sejam estas as recordações mais palpáveis que tenho de quando tinha cerca de sete ou oito anos e de quando ia de barco da margem Sul para Lisboa, passear pelas ruas... essa situação é cada vez mais rara hoje em dia, e se calhar só passeio a pé pela rua do ouro, da prata, pelo Chiado, cerca de duas vezes por semana.

Achei por bem colocar aqui esta pequeníssima reflexão, sendo hoje dia de S. Martinho. Vamos festejar o magusto!