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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Dependências

Já ouvi dizer por aí, tanto em meios de comunicação como até em várias conversas o seguinte:

"O Ser Humano é muito influenciável! Uns fazem uma coisa, os outros vão logo a trás!"

Não me parece que esta afirmação esta correcta. O Ser Humano? O Ser Humano é talvez dos animais menos influenciáveis, por ter um cérebro com capacidade de decidir se quer ou não seguir os caminhos dos outros, sejam eles bons ou maus! Mas hoje vinha-vos falar mais dentro da área das dependências.

Quando se fala em dependências, pensa-se logo em 3: Tabaco, Álcool e Droga. Estar dependente de algo é sempre mau, mas por outro lado o objectivo da dependência determina o grau da gravidade. Por exemplo, se uma pessoa estiver dependente dos seus pais, por incapacidades físicas e mentais, isso é mau. Por outro lado, as pessoas dizem logo: "Ah, essa criança vai precisar de muito mais amor e carinho!" Muito mais? Não é previsto TODAS as crianças receberem TODO o amor que possa existir? E o que é afinal o amor? A atenção? As brincadeiras? Os mimos?

Estar dependente é mau. Estar dependente dos doces é mau. Estar dependente dos legumes é mau. Estar dependente do cafe (como muita gente está, arrisco mesmo a dizer que á a maior depêndencia do país) é mau. Estar dependente de brincadeiras é mau. Porque dependência é exagero. Não é moderado, mas sim exagerado. Não vive sem aquilo. Logo, não devemos esperar estar dependentes, mesmo que seja de uma coisa boa.

Pode tornar-se má.

Tiago
PS: Adorava que participassem nas votações na coluna ao vosso lado direito :)

domingo, 21 de outubro de 2007

Obrigado, Matemática!


A esta hora devia estar eu a estudar para um teste de matemática que vou ter amanhã, mas vim aqui escrever apenas isto e volto para o estudo. Quase todas as vezes o povo português relaciona Matemática a Chatice, e daí os normalmente maus resultados. Como o meu professor diz, as pessoas gostam de fazer desta disciplina um bicho-de-sete-cabeças. E, segundo a minha experiência, ou as pessoas adoram a disciplina ou a detestam. Depois há aqueles que a detestam mas que têm bons resultados e aqueles que até gostam dela mas não conseguem ter tão boas notas como gostariam. Eu sou nível 4 a matemática (de 1 a 5) e até gosto dela, mas por vezes tenho vontade de dizer que ela não me vai servir para nada.

Hoje estou num dia "Sim" e sinto-me capaz de escrever isto: A matemática é a disciplina mais importante de todas! É a que está mais intimamente ligada a nós e que pode influenciar mais as nossas vidas, conforme o esforço com que a captarmos! Reparem, se não fosse a matemática não teria criado este blog, e não teria reflexões como as que tenho hoje. Não estariam a ler tão fluidamente isto, e não estariam a perceber alguma possivel lógica no que estou a escrever.

É a matemática que me dá a capacidade de ajudar os outros, e de perceber que os outros precisam de ajuda. Problemas que aparentemente nada têm a ver connosco estão ligados a nós, ainda que possivelmente imperceptíveis.

Daí que me sinta hoje tentado a dizer: OBRIGADO MATEMÁTICA! E vocês? Também não têm nada a dizer a esta disciplina?...

Tiago

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Mais um passo...


Inconscientemente, saímos de casa. Damos um passo em frente. Damos outro. E outro. E outro. E, no entanto, pensamos nisso?

Pego uma folha de papel, e numa caneta. Instintivamente, começo a escrever uma palavra. E depois outra. E outra. E, no entanto, estamos a pensar exactamente no funcionamento e no esforço que o cérebro está a fazer naquele momento para conjugar as nossas diversas aprendizagens?

Não sei se me estou a fazer entender, mas torna-se um pouco isto que estou a dizer. O simples facto de estar a carregar nas teclas do meu teclado mas estar a pensar no resultado final e não no ACTO de “teclar”, faz com que já não esteja a fazer uma coisa de cada vez, aproveitando assim melhor.

No entanto, isto é apenas um ponto de vista, porque, reparem: Se estivermos a fazer mais coisas ao mesmo tempo, vamos ter mais vivências mas, por outro lado, vamos aproveitar menos essas que vivemos. O que valerá mais? Pensar no acto de andar, enquanto andamos e pensar em problemas e vidas, quando temos esse mesmo tempo livre e disponível? E se pensarmos no acto de pensar? Podemos nós pensar no acto de pensar e pensarmos na vida ao mesmo tempo? Acho que é mais difícil do que escrever e estar a pensar noutra coisa.

Parece que o nosso Cérebro gosta de conjugar algumas acções, mas não gosta de conjugar outras. Porquê? Ocupa mais memória e exige mais trabalho? Isso significaria que, se nos esforçássemos nesse sentido, o cérebro iria evoluir nas próximas gerações...

Não sei se o discurso está um pouco confuso, mas achei necessário expor-vos esta reflexão. Porque não vocês também reflectirem, e exporem as reflexões, sobre este tema? Conjugando, ou não, mais do que um pensamento...

Tiago

PS: A primeira votação do REFLEXÕES EXTERIORES terminou á um dia, e os seus resultados vão estar afixados algures na barra lateral direita!