
Inconscientemente, saímos de casa. Damos um passo em frente. Damos outro. E outro. E outro. E, no entanto, pensamos nisso?
Pego uma folha de papel, e numa caneta. Instintivamente, começo a escrever uma palavra. E depois outra. E outra. E, no entanto, estamos a pensar exactamente no funcionamento e no esforço que o cérebro está a fazer naquele momento para conjugar as nossas diversas aprendizagens?
Não sei se me estou a fazer entender, mas torna-se um pouco isto que estou a dizer. O simples facto de estar a carregar nas teclas do meu teclado mas estar a pensar no resultado final e não no ACTO de “teclar”, faz com que já não esteja a fazer uma coisa de cada vez, aproveitando assim melhor.
No entanto, isto é apenas um ponto de vista, porque, reparem: Se estivermos a fazer mais coisas ao mesmo tempo, vamos ter mais vivências mas, por outro lado, vamos aproveitar menos essas que vivemos. O que valerá mais? Pensar no acto de andar, enquanto andamos e pensar em problemas e vidas, quando temos esse mesmo tempo livre e disponível? E se pensarmos no acto de pensar? Podemos nós pensar no acto de pensar e pensarmos na vida ao mesmo tempo? Acho que é mais difícil do que escrever e estar a pensar noutra coisa.
Parece que o nosso Cérebro gosta de conjugar algumas acções, mas não gosta de conjugar outras. Porquê? Ocupa mais memória e exige mais trabalho? Isso significaria que, se nos esforçássemos nesse sentido, o cérebro iria evoluir nas próximas gerações...
Não sei se o discurso está um pouco confuso, mas achei necessário expor-vos esta reflexão. Porque não vocês também reflectirem, e exporem as reflexões, sobre este tema? Conjugando, ou não, mais do que um pensamento...
Tiago
PS: A primeira votação do REFLEXÕES EXTERIORES terminou á um dia, e os seus resultados vão estar afixados algures na barra lateral direita!