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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Feliz 2008!

Permanecem
by Tiago Mendes (eu)

Dentro de mim não há passado,
Pois o suposto passado influencia o meu presente.
O meu futuro é feito do meu presente,
e por isso, acredito, que tudo o que passa
permanece.

Devo admitir que certas coisas me doem mais
porque vivo á beira deste ideal.
Se o mal acontece, não vai desaparecer
nunca mais.

Mas por outro lado,
vou ter com que me consolar
Quando nas fases más, me recordar
Que as coisas boas não desvanecem,
E mesmo que passe uma vida,
Permanecem.


Um bom ano a todos, e que nas fases menos boas se lembrem das melhores e olhem para a frente e para trás, ao mesmo tempo. Feliz 2008! :)

Tiago'

Post Scriptum Um: A tocar, My Immortal, dos Evanescense. Que o ano 2007 permaneça imortal em nós.

Post Scritpum Dois: Passem pelo novo blog da minha irmã! Chama-se Ponto de Vista e parece prometedor... ! www.ponto--de--vista.blogspot.com

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O quê o quê? Não, obrigado....


O título deste post mistura duas situações com que me deparei num ambiente altamente familiar hoje, em casa da minha avó. A minha prima "R" (como a vou chamar aqui) foi lá almoçar e passar a tarde. Ora bem, à hora do almoço aconteceu uma primeira situação que achei interessante.

AVÓ: Queres mais batatas fritas? Tira!

Prima R: Não, não obrigado... já ‘tou cheia!


Mas daí a uns segundos tirou mais umas batatas.


Passámos a tarde de uma forma muito divertida até chegarmos à hora do lanche (altura da segunda situação). A minha irmã disse algo sobre cortar alguma comida com uma faca. E a minha prima disse "Para quê?". E eu não entendi e perguntei "O quê?!" e a minha irmã finalizou com o famoso "O quê o quê?".

Ora bem, achei que não podia deixar passar em branco aqui no blog estes dois acontecimentos que acho que se podem enquadrar na sociedade de hoje, quase como etiqueta (mais um que outro). A primeira situação é, na minha opinião, uma forma do convidado mostrar respeito: "Não, não quero mais... obrigadinho, não é preciso...não se incomode... não, não...", fazendo caras simpáticas. Mas, desculpa lá prima, não acham que está a ser mais mal-educado assim? Primeiro está a recusar o convite (a não ser que o interveniente já tenha tenções de o convidado reagir desta forma; não me admirava nada) e depois está a desperdiçar comida (por outro lado pode estar a insinuar que o dono da casa é rico, tem muitos bens!).

Na segunda situação, é uma coisa própria dos dias de hoje. E a minha irmã agiu, desculpa lá irmã, como qualquer pessoa que quisesse destoar a conversa agiria. AO colocar um "O quê o quê?" na conversa está a condená-la ao fracasso: ou se vai por aí fora e se entra na (suposta) brincadeira ou acaba-se já ali todas as perguntas que se tinham feito antes (um coisa vem a reboque da outra).

Desculpem se vos pareci maçudo ou demasiado pessoal. Não tenho qualquer opinião concreta acerca destes dois assuntos, mas talvez vocês tenham. O quê? O quê o quê? Reflictam, vá lá... :)

Tiago