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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Passividade perante a Vida

Estava eu ontem a escrever mais parte de uma história quando escrevo isto:

Por isso excitava-a, aquela ansiedade silenciosa. Estar a olhar para o ponteiro que se movia inquietamente, sem produzir qualquer som. Estar sentada naquela mesma cadeira, mas não a sentir, e não o querer conseguir fazer.

Hoje lembrei-me de que este parágrafo pode-me dizer muito. A minha personagem excita-se com aquela ansiedade inexistente. Estar á espera de nada, a não ser simplesmente que o tempo passe. Existem pessoas assim, na nossa realidade, apáticas à vida? Sim, existem. Talvez existam pessoas que pensam que a vida pode ser vivida de uma forma contínua, uma linha recta. Sentados á beira da estrada a ver tudo a passar. E no fim, morrer.

Sim, a minha personagem é assim. Mas, pessoalmente, quem me dera que fossem só personagens inventadas por nós que o fossem! todos ficaríamos a ganhar se entendêssemos que, no fim, a essência da vida existe, e que existe um bom motivo para cá estarmos. O problema que agora se nos deparara é: qual é a nossa finalidade?

Pode ser muito difícil de responder, mas para mim uma coisa é certa: não estamos aqui para sermos passivos. Existe uma frase que ilustra muito bem isto que estou a tentar dizer, e com ela encerro, por agora, este tema de reflexão. Esperam que percebam o seu significado.

O homem sonha, e o mundo avança.

Tiago.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

O Feriado do Trabalhador!

Amanhã celebra-se em Portugal o Dia do Trabalhador, com direito a feriado e tudo! Já viram? Para uma Instituição como o Governo decretar um dia como feriado, que pode fazer tremer as actividades económicas do país, deve ser preciso um acontecimento mesmo importante. E uma greve/manifestação pelos direitos do trabalhador foi muito importante. Logo pelo Feriado podemos constatar isso.

Por outro lado, não deixa de ser engraçada a contradição: no dia do trabalhador, não se trabalha. E a dupla contradição fica ainda mais engraçada: no dia do trabalhador, não se trabalha, mas eu vou trabalhar, a estudar para o teste do dia a seguir ao dia do trabalhador.

Por isso, duvidaria da denominação feriado. Ou então encontraria uma justificação para um dia ser tão facilmente categoriado com essa expressão: enquanto que os trabalhadores descansam, os estudantes futuros trabalhadores têm no feriado uma justificação para estudarem ainda mais para uma prova do dia seguinte. Bem pensado. A isso é que se chama troca-por-troca.

Meus amigos e minhas amigas, o Dia do Trabalhador não é para ficarmos refastelados no sofá! É para afirmarmos que o Trabalhador, mesmo no descanso, gosta de trabalhar! Afirmem-se!

É sempre mais fácil dizer do que agir. Por isso, está lançado o apelo. Divirtam-se!

Tiago'

PS: Faço anos no Domingo! Passem cá pelo blog nesse dia, vai haver uma mini-festa! =D

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Feliz 2008!

Permanecem
by Tiago Mendes (eu)

Dentro de mim não há passado,
Pois o suposto passado influencia o meu presente.
O meu futuro é feito do meu presente,
e por isso, acredito, que tudo o que passa
permanece.

Devo admitir que certas coisas me doem mais
porque vivo á beira deste ideal.
Se o mal acontece, não vai desaparecer
nunca mais.

Mas por outro lado,
vou ter com que me consolar
Quando nas fases más, me recordar
Que as coisas boas não desvanecem,
E mesmo que passe uma vida,
Permanecem.


Um bom ano a todos, e que nas fases menos boas se lembrem das melhores e olhem para a frente e para trás, ao mesmo tempo. Feliz 2008! :)

Tiago'

Post Scriptum Um: A tocar, My Immortal, dos Evanescense. Que o ano 2007 permaneça imortal em nós.

Post Scritpum Dois: Passem pelo novo blog da minha irmã! Chama-se Ponto de Vista e parece prometedor... ! www.ponto--de--vista.blogspot.com

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Mais um passo...


Inconscientemente, saímos de casa. Damos um passo em frente. Damos outro. E outro. E outro. E, no entanto, pensamos nisso?

Pego uma folha de papel, e numa caneta. Instintivamente, começo a escrever uma palavra. E depois outra. E outra. E, no entanto, estamos a pensar exactamente no funcionamento e no esforço que o cérebro está a fazer naquele momento para conjugar as nossas diversas aprendizagens?

Não sei se me estou a fazer entender, mas torna-se um pouco isto que estou a dizer. O simples facto de estar a carregar nas teclas do meu teclado mas estar a pensar no resultado final e não no ACTO de “teclar”, faz com que já não esteja a fazer uma coisa de cada vez, aproveitando assim melhor.

No entanto, isto é apenas um ponto de vista, porque, reparem: Se estivermos a fazer mais coisas ao mesmo tempo, vamos ter mais vivências mas, por outro lado, vamos aproveitar menos essas que vivemos. O que valerá mais? Pensar no acto de andar, enquanto andamos e pensar em problemas e vidas, quando temos esse mesmo tempo livre e disponível? E se pensarmos no acto de pensar? Podemos nós pensar no acto de pensar e pensarmos na vida ao mesmo tempo? Acho que é mais difícil do que escrever e estar a pensar noutra coisa.

Parece que o nosso Cérebro gosta de conjugar algumas acções, mas não gosta de conjugar outras. Porquê? Ocupa mais memória e exige mais trabalho? Isso significaria que, se nos esforçássemos nesse sentido, o cérebro iria evoluir nas próximas gerações...

Não sei se o discurso está um pouco confuso, mas achei necessário expor-vos esta reflexão. Porque não vocês também reflectirem, e exporem as reflexões, sobre este tema? Conjugando, ou não, mais do que um pensamento...

Tiago

PS: A primeira votação do REFLEXÕES EXTERIORES terminou á um dia, e os seus resultados vão estar afixados algures na barra lateral direita!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A Balada da Morgue


Hoje venho apresentar-vos um grande amigo meu. De seu nome real Adolfo Correia da Rocha, nasceu faz este ano 100 conjuntos de 365 dias. É conhecido por todo o Portugal como Miguel Torga. É verdade que já morreu há uns bons anos, e que por acaso ganhou o primeiro Prémio Camões da história (falar-vos-ei mais sobre isto noutro post), mas continua a ser um meu grande auxiliar na minha arte de escrever.

Há uns tempos comprei um livro dele, "Poesia Completa, Volume I", e desde então não me tenho separado dele. Leio-o, releio-o, e volto a reler. Hoje, voltei ao segundo poema deste livro, e li-o com a extrema atenção. Chamava-se "A Balada da Morgue", e de imediato me lembrei que aquilo me fazia reflectir. Fazia-me reflectir sobre a importância da vida, e que a devemos aproveitar. Vou citar o poema completo, que vale por um post. Pensem nele e... reflictam!

Balada da Morgue
ao João Gaspar Simões

Olho este corpo aqui deitado
E sinto impulsos de beijá-lo e ter
Toda a força de beijá-lo
Com sugestões de prazer...

Que bruta sinceridade!
Que humildade!
Que vaidade!
Que mentira! Que verdade!
Todo nu! Eu pressenti-o
Dando desejo e fastio...

Não é de mulher, não é;
Nem d'homem; nem d'animal
Irracional:
É d'Anjo predestinado
Que foi sacrificado
Para dar a noção exacta da renúncia!...

Ai! Dos corpos metidos em sarcófagos!...
Ai! De quem morre vestido!...
Nesta luxúria da Morgue
Há todo o satanismo
Que nos foi prometido
No Final...

São os gestos parados;
Os olhos vidrados;
Os ouvidos tapados;
Os sexos castrados
E, por cima de tudo, o silêncio das boas!

Quero
Amar este sol da terra
Que mostra o calor do céu...
Anda aqui toda a loucura
Da razão que não morreu
Nos Sonhos dessa lonjura
Que nos fez, que nos perdeu...

Miguel Torga


Tiago

PS: Para quem gosta de poesia e de ler pequenos contos, visite o meu novo cantinho em que mostro os meus trabalhos no meu mundo... abram OS MEUS PERGAMINHOS! (http://www.osmeuspergaminhos.blogspot.com/)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Arroz: Uma História!

Hoje vamos reflectir sobre um outro pensamento que provavelmente nos passa ao lado. Vou falar do caso do "arroz", mas são tantos e tantos os restantes exemplos... poderão aplicar ao que vos passar pela cabeça! Imaginemos que chegamos do nosso trabalho e um ente nosso faz-nos uma surpresa, ao dizer-nos que o jantar está já pronto e servido!

Sentamo-nos à mesa e o nosso prato já está completo: uma bifana com arroz de ervilhas.

Das duas uma: ou pensamos nisto que eu vou dizer ou não pensamos. Que histórias de vida já percorreu aquele arroz? Que custo teve até chegar ao nosso prato, quente e pronto a comer, vindo directamente... (deixem-me ir confirmar a marca deste arroz...)... da China?! Não podemos adivinhar, mas podemos supor.

Á cerca de um ano, um grupo de agricultores chineses resolveram criar um negócio de Arroz. Compraram uma propriedade, que não deve ter sido barata, e fizeram as suas plantações (onde devem ter gasto um balúrdio em mão de obra). Em seguida, esperaram pela colheita, tratando dos produtos regularmente. Feita a apanha dos grãos, foi enviado para fábricas especializadas que trataram de curar e embalar o arroz. Foi trazido em aviões até Inglaterra, onde foi registado, e daí para Portugal. Foi colocado à venda, onde o nosso ente o comprou. Tratou de o aquecer... num fogão a gás (que também terá a sua história!).

É como eu disse. Ou pensamos ou não pensamos... já pensaste?

Pois... e vais pensar? :)

Tiago

PS: As respostas da votação são respectivamente: "Sim, já tinha pensado", "Não, mas tenciono pensar" e "Não, e não tenciono". Votem! ;)

domingo, 7 de outubro de 2007

Como aproveitar melhor a vida?


Hoje em dia não ligamos às coisas mais básicas. Apenas vivemos o decorrer dos factos e do tempo, criando os nossos próprios objectivos pessoais e, por vezes, interferindo (directa ou indirectamente) nos dos outros. A pergunta é: Será que não estamos a ser um pouco... mal-agradecidos?

O que quero dizer com isto é que talvez não estejamos a aproveitar ao máximo o que nos está a ser disponibilizado. Quando chove, por exemplo, na maioria das vezes dizemos no máximo: "Está a chover." Não será bem-vinda um pouco mais de expectativa? Não devíamos apreciar a chuva? Não é tão importante, afinal de contas? Então porque não fazemos isso?

Talvez porque somos egoístas. Pensamos apenas no EU de cada um, e esquecemo-nos do mais básico, que é o NÓS! Devemos aproveitar tudo, como se fosse a última vez!

E chegando a este ponto existe mais uma questão: Imaginemos que estávamos à beira da morte, e que estava a chover. Porque razão iríamos apreciar muito mais a chuva do que se estivéssemos num dia normal? "Ai... vai ser a ultima vez que vou ver isto...". Porquê? Porque só quando estamos desesperados é que ligamos para estas coisas?

Dei o exemplo da chuva, mas há tantos e tantos outros! Agora, um pequeno exercício:

Olhem para a janela mais próxima de vocês. Fixem uma nuvem no céu, onde quer que seja. Se não existir, imaginem-na. Agora pensem os caminhos que a nuvem já percorreu até se transformar numa nuvem. Reflictam sobre a idade daquelas partículas de água. E as histórias que contariam, se ganhassem vida.

Tiago