segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Passividade perante a Vida

Estava eu ontem a escrever mais parte de uma história quando escrevo isto:

Por isso excitava-a, aquela ansiedade silenciosa. Estar a olhar para o ponteiro que se movia inquietamente, sem produzir qualquer som. Estar sentada naquela mesma cadeira, mas não a sentir, e não o querer conseguir fazer.

Hoje lembrei-me de que este parágrafo pode-me dizer muito. A minha personagem excita-se com aquela ansiedade inexistente. Estar á espera de nada, a não ser simplesmente que o tempo passe. Existem pessoas assim, na nossa realidade, apáticas à vida? Sim, existem. Talvez existam pessoas que pensam que a vida pode ser vivida de uma forma contínua, uma linha recta. Sentados á beira da estrada a ver tudo a passar. E no fim, morrer.

Sim, a minha personagem é assim. Mas, pessoalmente, quem me dera que fossem só personagens inventadas por nós que o fossem! todos ficaríamos a ganhar se entendêssemos que, no fim, a essência da vida existe, e que existe um bom motivo para cá estarmos. O problema que agora se nos deparara é: qual é a nossa finalidade?

Pode ser muito difícil de responder, mas para mim uma coisa é certa: não estamos aqui para sermos passivos. Existe uma frase que ilustra muito bem isto que estou a tentar dizer, e com ela encerro, por agora, este tema de reflexão. Esperam que percebam o seu significado.

O homem sonha, e o mundo avança.

Tiago.

sábado, 13 de setembro de 2008

Dá-me a Mão


Hoje de manhã acordei e decidi escrever alguma coisa acerca de "dar a mão". Cheguei aqui, cliquei em "Escrever nova Mensagem", e confrontei-me com um grande problema: não conseguia. Após ter escrito quatro linhas, apaguei-as, e resolvi mostrar, apenas, aquilo que queria ilustrar com palavras.

Dar a mão é amparar o outro, para que não caia.

Tiago.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O Xadrez e a nossa Vida

[Esta reflexão começa por estar apenas virada para o xadrez, mas aos poucos vai-se voltando para grandes questões filosóficas acerca do livre arbítrio.]

O xadrez é um jogo que se joga numa área de 8 quadrados por oito quadrados, e onde entram 16 peças para cada lado, ou seja, no total, 32. Diz-se que é um género de jogo de batalha, a imitar uma guerra em que, segundo umas determinadas leis vitais para as peças (que se encaixam perfeitamente na sua realidade), se tenta destruir o rei adversário. Ora o xadrez tem muito mais do que se lhe diga do que simplesmente as regras em si. Por exemplo, o facto de ter regras.

Quantas vezes eu já ouvi dizer "Gostava de poder voar"? E "gostava de ser jovem para sempre"? Mas não podemos. São as nossas leis. As do xadrez são mais restritas ainda: além das peças não poderem voar, e de não terem a liberdade de viverem para sempre (porque nem sequer têm a liberdade de nascer], são obrigados a andar num determinado sentido um determinado número de quadrados (excluindo a rainha que representa, talvez, no meio de toda esta metáfora, o louco sonhador que diz que voa e que nunca envelhece).

Dizemos que somos livres, mas não somos. E há quem diga que não somos livres, oh, mas somos, e bem!

Para quem diz que somos livres, pensem na opressão que a sociedade e a natureza nos impôem! As leis que nos são impostas, e o bom senso de não andarmos nus pela rua, mesmo de Verão. E o medo? O medo que sentimos por alguma coisa, não importa o quê? Não nos condiciona? Não nos aprisiona?

Para quem diz que não somos livres, que se coloquem ao pé de um peão do jogo de xadrez, que só pode andar uma casa em frente cada vez que se mexe e só pode andar na diagonal se houver uma peça para comer (ou matar) nessa direcção. Se calhar não é preciso irmos tão longe: coloco-se lado a lado com um escravo (sim, ainda existem, nós próprios somos escravos!), ou com um cidadadão de um país onde não exista democracia (e sim tirania). E se quem está a ler isto pertença a alguns destes casos, que se conforme pensando nas peças de xadrez.

O Ser Humano não é livre nem deixa de o ser. Vive perante as suas leis. As suas regras do jogo. A pergunta que se coloca é: "quem encontrar livre-arbítrio algures na nossa vida, ponha o dedo no ar.".

Tiago.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Sonhar Conscientemente


De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.

Disse isto Fernando Pessoa. E não é que estava certo? De sonhar ninguém se cansa, pelo menos ninguém que eu conheça. Sonhar é esquecer, diz-nos ele. Será? Se formos a ver, sim, é verdade. Sonhar é criar, à primeira vista, mas é criar o sonho. Se criamos o sonho, ignoramos o real. Esquecemos a nossa condição real. Sonhar é esquecer, e esquecer não pesa. Esquecer não pesa pela mesma razão lógica de termos um saco de batatas na mão, tirarmos as batatas, e constatarmos que o saco está mais leve. Tirar para fora as preocupções, eliminá-las, dá-nos mais flexibilidade (apesar de, na minha opinião, nos desproteger - a memória é uma auto-defesa forte, tal qual as vacinas). Por último, Fernando Pessoa diz que sonhar "é um sono sem sonhos em que estamos despertos".  Penso que é ensta última parte que se encontra grande parte da essência do pensamento, e por isso vou explorá-la com um pouco mais de pormenor.

Se considerarmos que pessoa se referia ao "sonhar", vemos que existem contradições misteriosas no resto da frase: sonhar é um sono sem sonhos. Podemos pensar que quando sonhamos estamos como que adormecidos. Mas quando dormimos a sério temos sonhos, muitas vezes imprevistos. Eles surgem, simplesmente, sem a nossa vontade. Mas o Sonhar a que Pessoa se refere é aos nossos desejos, naqueles em que nós intervimos conscientemente. Por isso sim, sonhar é um sono (visto que estamos "adormecidos" para a realidade") sem sonhos (dos que nos aparecem sem nós querermos). Sonhar é uma tarefa consciente que nos adormece. E então surge o último extracto da frase: "em que estamos despertos". No fundo, é a confirmação do que já formulei. Um sono não levado à letra.

Tiago.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

1 de Setembro

Hoje, o título deste post apresenta-nos a data de hoje. Porque 1 de Setembro tem muito que se lhe diga!

Gosto muito de Um's. 1 de Janeiro é o recomeçar do ano de calendário. A 1 de Maio, de Novembro, e de Dezembro, celebram-se feriados nacionais. A 1 de Agosto começam as férias dos meus pais, e, consequentemente, as minhas férias a sério. E a 1 de Setembro, começa oficialmente o novo ano lectivo!

1 de Setembro é-me quase equivalente ao 4 de Maio (o dia do meu aniversário) - tenho a hipótese de recomeçar tudo de novo. E sim, literalmente!

Prometi muitas novidades no blog durante as férias, mas é como digo: durante as férias, estou mais ocupado do que fora delas! E, por isso,  agora posso afirmar com segurança, o Reflexões Exteriores vai tomar um novo fôlego no recomeçar deste ano lectivo! Com novas reflexões, e mais frequentes.

Muito obrigado a todos os que por cá passam :)

Tiago.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

(Sem) Olfacto - 5 Sentidos

O nariz, aparente excesso na cara de um humano (pelo menos para um Extraterrestre), serve de casa ao olfacto, o sentido dos cheiros.

O cheiro acaba por ser mais útil do que o paladar, sem discriminar qualquer um dos 5 sentidos. É, por exemplo, uma das maneiras de se detectar uma fuga de gás, por exemplo. E o olfacto serve de estimulante ao paladar: ao cheirar a comida, o nosso cérebro processa a informação e põe logo o estômago a mexer!

Se o olfacto não existisse, os incensos e as velinhas de cheiros deixariam de existir, e não existiria aquela fragância característica que cada local no mundo tem. E o cheiro a chuva, a terra, a mar; o cheiro da nossa casa, que nos faz sentir muito mais aconchegados...

O olfacto é uma luxúria que não nos podemos dar ao luxo de ignorar: inalar o ar pelo nariz, além de ser mais saudável, traz consigo os cheiros bons... e maus, infelizmente, quando estes existem!

Tiago.
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PS: Estou mais ocupado de férias do que fora delas... e não tenho tido disponibilidade para cá vir! Que me desculpem todos os que por cá têm passado... se houver alguma coisa para desculpar!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

(Sem) Paladar - 5 Sentidos

O caldo verde, o bacalhau cozido com batatas, o cozido à portuguesa, e as bifanas grelhadas. Os bolinhos de manteiga, os aperitivos, e o camarão. Imaginem que comiam tudo isso em forma de comprimidos. Hoje em dia, é possível e, quem diria, útil. Os astronautas são obrigados e algumas pessoas também, normalmente contra-vontade e por motivos de saúde.

Mas o paladar é um sentido, e é um sentido que dá gosto à vida. O doce, o salgado, o amargo e insonso... a capacidade de distinguir uma maçã de uma pêra, apenas através da língua. O paladar faz-nos ter vontade de comer, o paladar faz com que uma refeição se torne em algo apetecível.

E dá origem à culinária, que é uma arte, que é uma verdadeira arte humana. Faz com que comer e beber sejam um prazer! Mas, por vezes, também pode ser traiçoeiro. Por vezes o paladar vira-se contra nós, e algumas pessoas dizem "não gostar" de determinados alimentos. Uma defesa do corpo? A ciência não fala assim, mas quem sabe! Talvez o corpo rejeite através do paladar alguns alimentos que não fariam bem a essa pessoa em específico... é uma hipótese!

Já provámos a sensação de não ter paladar, quando ficamos doentes. Não temos vontade de comer. Perdemos o apetite, e a comida não nos sabe a nada. E pode não ser vital directamente, mas temos de admitir que este sentido vem dar um gostinho especial à vida!

Tiago.
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Eu e a Patrícia estamos muito contentes com o número de visitas que chegado ao blog LYDO E OPINADO!, cujo tema se centra nos livros e nas nossas leituras. Nestes primeiros 6 dias que passaram, já passaram pelo blog 49 visitantes, a perfazer um total de 105 páginas visitadas! Muito obrigado a todos os que nos têm visitado :) É uma honra poder partilhar com vocês as nossas opiniões acerca de livros :)
Para quem ainda não visitou: www.lydoeopinado.blogspot.com

PS: E, a poucos dias de fazer 10 meses, o Reflexões Exteriores completa um total de 10.000 visitas! Muito obrigado a todos os que por aqui passaram! Muito obrigado por reflectirem! :)

domingo, 27 de julho de 2008

(Sem) Audição - 5 Sentidos

E se um dia, quando acordássemos, não ouvíssemos?

Comunicávamos por gestos, é certo que aprenderíamos, como tantas outras pessoas que, por obra do destino, já nascem sem ouvir! Mas não poderíamos ouvir o grito de quem nos tentava avisar do perigo. Não poderíamos comunicar por telefone ou telemóvel, e a música passava a constar apenas nas velhas lendas, por sua vez contadas por meio dos gestos ou do papel.

Não ouvíriamos a voz doce dos nossos familiares e amigos, tentando confortar-nos. As gargalhadas iriam perder-se no ar. E o silêncio iria reinar.

Não ouvíriamos os pássaros a cantarem alegremente de manhã, nem as brincadeiras das crianças acompanhadas pelos seus risos alegres.

Um mundo sem som seria um mundo mais triste.

Tiago.
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Tenho a anunciar a triste notícia de que o blog Perpendicularidades Paralelas, que tinha sido lançado à um mês e pouco, e que contava com a minha participação e da Patrícia, terminou. A justificação reside no facto de alguns contra-tempos que nos vieram tirar um pouco do ânimo que tínhamos para com o espaço, e a falta de assunto/iniciativa. No entanto, e como ainda acreditamos numa parceria bem sucedida, resolvemos fundar um outro, com um pouco mais de consistência, e com uma área de temas restrita.
Na rubrica de hoje, destaco, portanto, o LYDO E OPINADO!, um blog conjunto que fala acerca de leituras, e que critica algumas obras, ao mesmo tempo que vai dando notícias frescas do universo literário! Contamos com a vossa participação, e as vossas críticas aos livros que destacados (ou não) no blog! Enviem as vossas próprias críticas/sugestões de livros para o mail lydoeopinado@gmail.com para as verem figurar no blog :) E o link é... www.lydoeopinado.blogspot.com Obrigado! :)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Olhar em Frente

Olhar em frente nem sempre é fácil. Olhem, por exemplo, agora, é-me muito dificl olhar em frente. É assim a sensação de ter tudo nas mãos e, de repente, deixo cair. E parte-se o tudo.

E deixar de olhar para os cacos para passar a olhar em frente e voltar a encontrar mais "tudo" é um bocadinho dificil. E dá vontade de desistir, de me submeter às circunstâncias.

Mas olhar em frente é a solução, e é isso que vou tentar fazer. Todos o devemos tentar fazer. Olhar em frente e ver a vida (mesmo para quem não a vê, acreditem, ela está lá!).

Tiago

segunda-feira, 21 de julho de 2008

As nossas coordenadas

Pior do que uma explosão, só uma implosão. Quando explodimos, somos libertos. Quando implodimos, tudo se condensa e não temos espaço para pensar em nada.

Por isso, se queremos fazer do mundo um lugar melhor, devemos começar por localizar as nossas próprias coordenadas. Descobrir onde erramos e onde acertamos. E quando virmos onde acertamos, intensificar esse acerto.

Tudo começa da coisa mais pequena. Se tivéssemos virado à esquerda e não à direita naquele cruzamento, teríamos chocado contra um carro, em que por acaso seguia o presidente da Républica. Ele seria simpático e convidar-nos-ia para jantar com ele. Depois, dois anos mais tarde, seríamos unha com carne e, quando ele menos esperasse, prepararíamos uma revolução para o derrubar no cargo. Então, seríamos nós o presidente.

Eu sei, foi um exemplo muito estúpido, mas tudo começa com o acto mais banal possível. Se tivéssemos virado à esquerda... se tivéssemos virado à direita...

Por isso, precisamos de linear o nosso caminho e consultar as consequências dele. E melhorar o rumo. Escolher o melhor trilho. Marcar as nossas coordenadas.

Tiago.
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E seguindo com a rubrica, hoje dou-vos a conhecer o "Estrada das Palavras", um dos blogs da Patrícia, uma amiga minha que se iniciou na blogosfera à uns meses atrás. Este blog é essencialmente poesia, poesia pura e sem intermediários; alguns dos seus poemas já adaptados a canções compostas por ela... acreditem, ela escreve bem :)
Visitem http://estradadaspalavras.blogspot.com/