quinta-feira, 5 de março de 2009

Eutanásia


É uma das problemáticas mais faladas nos dias de hoje, e uma das questões mais éticas mais discutidas de sempre: que direito têm um ser humano de realizar uma morte assistida? Um suicídio que, embora em condições especiais, não deixa de ser difícil de aceitar?

São muitos os casos dados como exemplo, e no outro dia assisti ao filme Mar Adentro, que retrata uma situação real. Um tetraplérgico espanhol, nessas condições há 26 anos, planeia o seu suícidio assistido, e o filme mostra a sua jornada, numa tentativa de conseguir que um grupo restrito de amigos façam aquilo por ele sem que possam ser incriminados.

Na vossa opinião, em que casos deverá ser praticada? Ou em caso algum deverá ser aplicada? Partilhem as vossas ideias acerca deste controverso tema que demorará muito tempo a ter uma solução legal, e ainda mais tempo a ser interiorizado pela plenidade das pessoas.

Tiago

PS: O fim-de-semana correu bem, e brevemente colocarei aqui as fotografias!

4 comentários:

Isa disse...

Olá,Tiago.Tiveste a coragem q.eu ñ tive:trazer o tema "Eutanásia".
Aceito-a quando um ser está em sofrimento,sem esperança,adiando por motivos estranhos à sua vontade,o fim.
Beijo.
isa.

Patrícia disse...

Este assunto é muito delicado e por essa razão torna-se alvo de grande sensibilidade. Para mim a Eutanásia não é um suicídio, ou sequer um homicídio. Tecnicamente não se mata uma pessoa que já está morta, que não tem capacidade de decidir sobre a sua vida. Os grandes debates que se têm realizado mostram várias faces, ou várias problemáticas da questão. Na minha opinião uma pessoa que não consegue tomar conta da sua vida, tem direito a que alguém da sua família decida acabar com aquele sofrimento. Aqui está uma frase que ouvi e que acho apropriada para o momento: " Amor alguém não é fazê-la feliz, é sim entender o seu sofrimento".

Patrícia=)

Kath disse...

Não concordo que seja um suicídio. Isto porque não é a pessoa que o faz a ela própria, portanto nem com o "assistido" isso lá vai.

Mesmo que seja decidido pela pessoa, não seria capaz de pôr no lugar de alguém que, a pedido de outra, a mata. Julgo que ficaria com demasiados remorsos. No entanto, se for pedido por alguém oponho-me menos que no caso de ser feito apenas por uma pessoa estar num estado vegetativo. Quem somos nós para decidir por alguém, mesmo que esse alguém esteja incapaz de decidir por si mesmo?

Talvez esteja a falar um pouco levianamente, uma vez que nunca passei por qualquer uma destas situações, mas até lá ou até me mostrarem argumentos com que concorde não penso que vá mudar.

Sofá Amarelo disse...

É um assunto tão «proibitivo» que muita gente foge dele ou não consegue ter opinião formada... eu próprio não tenho mas um dia destes vou abordar o assunto.

Um abraço!!!