

Não consigo esconder, e não é que o queria fazer. Ano após ano, eu passo grande parte do ano à espera do Festival da Canção da Eurovisão, e não me perguntem porquê. Podem dizer-me que as músicas têm pouca qualidade, que o festival já não é o que era, que as votações são aldrabadas e geridas por sistemas pouco convencionais, e tudo e mais alguma coisa. No entanto, acho que não conseguem demover a minha opinião: eu gosto daquela semana, do dia da final, do momento das votações. E fico maravilhado, ao ouvir as canções!
O final do Festival deste ano foi ontem à noite, em Belgrado, na Sérvia. O Festival da Canção realiza-se sempre no país que ganhou no ano anterior. Como sempre, um palco espetacular, com efeitos de luzes tremendos, e uma variedade de canções de dar a volta à cabeça. O público, muito animado, está a toda a hora a cantar, e envergam as bandeiras dos seus países no ar, mostrando-as ao mundo, através das câmeras de televisão. E que me perdoem muitos, mas quem não prefere ver uma festa desta ao um Europeu de Futebol. Quem não prefere ver Portugal sendo representado por uma canção do que por uma equipa de 11 jogadores a correrem atrás de uma bola!
E, pela primeira vez desde que foram adicionadas meias-finais ao Festival [devido ao elevado número de países que participam (50!!)], Portugal conseguiu passar à final, e ficar, logo desde já, dentro dos 25 primeiros. No final da votação, Portugal obteve o 13º lugar, um dos melhores de sempre! E com uma música muito bonita :) Na barra lateral do blog podem ouvir a música vencedora, a portuguesa, e a da Bósnia Herzegovina que, não sei porquê, me emocionou (é tão triste ter uma sensação de nostalgia com a minha idade).
Bem, para o ano há mais, em Moscovo! Até lá, é esperar...
Tiago'
PS: Tenho noção de que existiram algumas músicas parvinhas, mas enfim, que se há-de fazer... [como a espanhola e a irlandesa: é só pesquisarem].
Ia ainda no caminho e já se adivinhava que o tempo não ia estar lá muito favorável.
Pelo menos, lá fora, as temperaturas não estavam lá muito elevadas...
Quando finalmente cheguei, já tinha chovido diversas vezes... e o resto da tarde e da noite avisinhava-se de tempestade...
Na manhã seguinte, fiquei alguns minutos seguidos a ver a vista da janela do quarto onde tinha ficado hospedado... líndissima, não é? Agora imaginem isto a 180º à vossa volta...
Saí para passear pelos arredores... e deslumbrei-me com esta típica paisagem alentejana... na minha opinião!
Depois fui ver o famoso cromeleque, que estava localizados a poucos km da vila de Monsaraz...
Promenor do Cromeleque
Promenor do Cromeleque: aquela pedra foi aberta ao meio e escavada no centro?!
Promenor do cromeleque: a pedra central, com cerca de 3 metros.
O Céu, mesmo por cima do cromeleque... estava tão bonito que não resisti em fotografá-lo.
Um convento localizado ao pé do Cromeleque... com um ninho de cegonha em cima!
Em seguida fui visitar um menir, isolado no meio do campo, com aproximadamente 4 metros de altura!
Ainda no menir... um facto curioso. Foi uma surpresa para mim observar que nesta zona o xisto predomina. Pensava que só para o Norte é que acontecia. Tanto nos caminhos, como as casas de Monsaraz, como até algumas estradas dentro da muralha, eram pavimentadas com xisto posicionado na vertical....
Uma Anta, também nas proximidades da Vila.
Então passei por um grupo de vacas que andavam a pastar...
Ainda as vacas...
De volta à estalagem de Monsaraz, ainda apanhei um arco-íris completo, que descrevia um semí-círculo de uma ponta à outra do horizonte...
E, ao pôr do sol, captei esta paisagem...
A Igreja, o Pelourinho, e a Praça principal de Monsaraz...
E só na viagem de regresso o tempo pareceu sorrir. E como pedido de desculpas por toda aquela chuva e frio, a Natureza ofereceu-me um campo de flores coloridas...