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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O quê o quê? Não, obrigado....


O título deste post mistura duas situações com que me deparei num ambiente altamente familiar hoje, em casa da minha avó. A minha prima "R" (como a vou chamar aqui) foi lá almoçar e passar a tarde. Ora bem, à hora do almoço aconteceu uma primeira situação que achei interessante.

AVÓ: Queres mais batatas fritas? Tira!

Prima R: Não, não obrigado... já ‘tou cheia!


Mas daí a uns segundos tirou mais umas batatas.


Passámos a tarde de uma forma muito divertida até chegarmos à hora do lanche (altura da segunda situação). A minha irmã disse algo sobre cortar alguma comida com uma faca. E a minha prima disse "Para quê?". E eu não entendi e perguntei "O quê?!" e a minha irmã finalizou com o famoso "O quê o quê?".

Ora bem, achei que não podia deixar passar em branco aqui no blog estes dois acontecimentos que acho que se podem enquadrar na sociedade de hoje, quase como etiqueta (mais um que outro). A primeira situação é, na minha opinião, uma forma do convidado mostrar respeito: "Não, não quero mais... obrigadinho, não é preciso...não se incomode... não, não...", fazendo caras simpáticas. Mas, desculpa lá prima, não acham que está a ser mais mal-educado assim? Primeiro está a recusar o convite (a não ser que o interveniente já tenha tenções de o convidado reagir desta forma; não me admirava nada) e depois está a desperdiçar comida (por outro lado pode estar a insinuar que o dono da casa é rico, tem muitos bens!).

Na segunda situação, é uma coisa própria dos dias de hoje. E a minha irmã agiu, desculpa lá irmã, como qualquer pessoa que quisesse destoar a conversa agiria. AO colocar um "O quê o quê?" na conversa está a condená-la ao fracasso: ou se vai por aí fora e se entra na (suposta) brincadeira ou acaba-se já ali todas as perguntas que se tinham feito antes (um coisa vem a reboque da outra).

Desculpem se vos pareci maçudo ou demasiado pessoal. Não tenho qualquer opinião concreta acerca destes dois assuntos, mas talvez vocês tenham. O quê? O quê o quê? Reflictam, vá lá... :)

Tiago

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Estou nervoso...

Hoje venho-vos colocar uma questão que pode vir a formar uma discussão um pouco interessante. Por vezes pode parecer que sou um pouco insistente, e de facto sou-o, mas já sou assim desde à uns anos, mais precisamente desde que descobri o significado da palavra "sufista"!

Hoje tive teste de história, e entrega de dois trabalhos para a mesma disciplina, directamente relacionados com a matéria que iria estar presente na ficha. Pois bem, fiz os dois trabalhos, li duas vezes toda a matéria de história e toca a andar. Está sabido! O teste correu-me relativamente bem (estou á espera de uma nota entre 80 e 90) e estava apenas com o nível mínimo de nervos possível. Na verdade, acho que desde cedo sempre consegui controlar os meus nervos, se é que alguma vez estive à beira de os ter (estamos a falar do período antes e durante um teste!!)

Por diversas vezes colegas meus disseram: "Não estás nervoso? Ah, então é porque não estudaste! Não 'tás minimamente preocupado". Hoje, inclusive. Ora digam-me lá: O que é que uma coisa tema ver com a outra? Se eu tiver estudado muito, muito, muito então também não era preciso estar nervoso! Mas, no entanto, é quase como uma regra da sociedade para os bons alunos: estar atrapalhado e com nervos do teste. Estudar em todos os intervalos antes!! É cá uma coisa que até me faz impressão...

Hoje, nomeadamente, saí da segunda aula e disse a duas das minhas colegas que ia comer qualquer coisa ao bar. Mas elas disseram "Ah, e tal, vamos estudar..." e eu também fui. Ficámos ali cinco minutos, juntamente com mais um grupo de quatro ou cinco, todos a ler e a rever a matéria no intervalo antes do teste, todos nervosos a fazer perguntas uns aos outros. E eu cheio de fome! Ora, as revisões que esperem sentadas! Em primeiro lugar, se não comer (e ainda por cima ando constipado) é que não tenho esperança mesmo nenhuma para o teste! E lá fui, comi uma tosta mista, tive tempo de cantar duas musiquinhas para estar calminho e correu tudo bem.

PERGUNTA "EXISTENCIAL": Quem escolheu o melhor caminho?
Tiago

sábado, 13 de outubro de 2007

Sabes? Então explica-me...

Sabes o que é uma Namorada?
O que é uma Namorada?

Quem me conhece bem, sabe porque é que destaquei estas duas perguntas. Tenho duas opiniões muito diferentes neste ponto e queria mostrar cada uma delas em separado. Em qual estarei mais perto da verdade?

Volto a dizer, quem me conhece bem sabe que sou maluco. Maluco, no bom sentido. Não a maluquice doentia, mas a maluquice que cada um de nós tem mais (ou menos) acentuada. A capacidade de supor, inventar, e tentar confirmar. O que tentei fazer ao longo destas duas semanas que passaram foi um exercício para mim, para duas colegas minhas, e para crianças do 5º e 6ºs anos.

Chegava ao pé de um miúdo (perdoem-me a expressão, mas todos somos miúdos), e questionava sempre assim: "Olha, desculpa, sabes o que é uma namorada?". Não anotei o número de respostas positivas, negativas, ou nulas. Mas uma grande parte não respondia, e uma pequena parte respondia: "Sim."

Em seguida, perguntava: "Então, o que é uma namorada?". E eles perguntavam: "Mas tu não sabes mesmo?". E eu: "Não, se não não estava a perguntar!". E eles olhavam para as minhas duas colegas e depois para mim novamente: "Mas tu não sabes mesmo?".

Algumas tentavam explicar "É uma rapariga que gosta de um rapaz". Ao que eu respondia: "Ah, então eu gosto da minha mãe, por isso ela é minha namorada!" Outros respondiam: "É alguém que anda com um rapaz". Então eu respondia, apontando para as minhas duas colegas: "Ah, então elas estão sempre a andar comigo, por isso são minhas namoradas?". Houve dois casos que apreciei particularmente, um de um miúdo do 6º ano que me respondeu: "É o que eu tenho!". Outro do meu professor de matemática (um miúdo já a pender para o sénior!): "É alguém que nos põe a todos os cabelos brancos".

Cheguei a este ponto para vos expor um dúvida. Isto porque a minha irmã fugiu à regra, no meio de todos estes inquéritos. Coitada, leva muitas vezes em cima com estes meus inquéritos, e quando diz que "Não sei explicar" eu respondo "então não sabes o que é". E ela protesta. Quem tem razão? Para sabermos o que é, temos de saber uma definição. Mas, por outro lado, torna-se difícil definir "Ervilha", ou mesmo "Namorada"! E no entanto sabemos do que estamos a falar!

Reflictam nisto, e tentem ajudar-me. Se não forem vocês, serei eu o único. Reflectirei até chegar a uma conclusão sobre este assunto. Seja esse momento quando for...

Tiago

PS: No último post enganei-me no link para a minha arca de poemas e contos: http://www.osmeuspergaminhos.pt.vu/ ---> OS MEUS PERGAMINHOS!