Quando era mais pequeno, lembro-me que esta situação era muito, mas muito mais forte. Tinha "amigos", mas se não queria falar com eles, do que é que me servia? As recordações que tenho do meu primeiro ano, dentro da escola, são estas:
Os meus colegas a jogarem à bola, onde quer que calhasse.
As minhas colegas e falarem umas com as outras, mas em pequenos grupos.
Eu e mais um ou dois a andarmos, sozinhos, pela escola.
Não, não sou autista. Nem o fui. Simplesmente ninguém queria brincar comigo e eu não queria brincar com eles. Havia ali uma qualquer barreira, e não tinha a ver nem com o sexo nem muito menos com as idades (tínhamos todos a mesma!). O que mudava eram as mentalidades. Enquanto que todos os rapazes gostavam de jogar à bola... bem, eu não gostava. Enquanto que as raparigas formavam pares inseparáveis... bem, eu não gostava de estar em pares! Gostava de mim, e fui assim, egoísta, até ao meu 2º... 3º ano. EU era o especial. EU era o normal, os outros é que não eram. Para mim.
O porquê de toda esta conversa é o seguinte: Cada um é diferente, sem dúvida, mas existirão pessoas mais diferentes? Haverão anormais? Não me quer parecer!Reparem, todos temos opiniões diferentes. Se concordamos numa coisa, discordamos noutra. Logo, ou todos somos normais, ou todos somos anormais. Porque não existe diferença! Porque todos somos anormais! Todos somos diferentes de uma figura que represente o ser humano, por essa figura simplesmente não poder ser concebida!
Os gregos faziam esculturas do Homem Ideal, mas isso é... desculpem-me o termo, mas isso é estúpido. Ideal? Ou seja, o Homem que concordasse com tudo? O Homem que gostasse de tudo, mas que ao mesmo tempo só gostasse daquilo que cada um de nós gostássemos e nada mais? Cada um é diferente do outro, e isso é inegável. Logo, não há um ideal. Logo, não há um anormal.
Tiago
PS: O teste de matemática correu-me super bem! Quandor eceber a nota comunico-vos... Obrigado pelo vosso apoio e incentivo! São vocês que me ajudam a continuar ;)